• Setor da Construção Civil e do Mercado Imobiliário enfrentam desafios com obrigações fiscais e tributárias
  • Calendário de obrigações fiscais para 2025 disponível no artigo
  • Dicas para se organizar incluem usar sistemas digitais, contar com contador especializado e antecipar documentos

Manter o controle sobre as obrigações fiscais e tributárias é um desafio constante para as empresas da Construção Civil e do Mercado Imobiliário. O motivo é que o setor lida com uma carga expressiva de exigências legais, que envolvem declarações periódicas, tributos complexos e prazos apertados. O descumprimento dessas obrigações pode gerar multas, penalidades e até comprometer a operação da empresa. 

Por este motivo, neste artigo, você encontra um calendário de obrigações fiscais completo e atualizado para 2025. Um guia prático, pensado para ajudar gestores, contadores e administradores a se organizarem com antecedência, evitando surpresas e mantendo tudo em dia com o Fisco. 

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Particularidades das obrigações fiscais e tributárias do setor  

Antes de entrar no calendário em si, é importante entender as duas grandes categorias que compõem os compromissos fiscais das empresas: obrigações principais e acessórias. 

As obrigações principais envolvem o pagamento efetivo dos tributos devidos, como o recolhimento de impostos, taxas e contribuições. São compromissos financeiros que, se não forem cumpridos, geram multas, juros e outras penalidades. 

Já as obrigações acessórias dizem respeito à entrega de informações ao Fisco. Elas servem para comprovar que a empresa está cumprindo corretamente as exigências fiscais, mesmo que não envolvam pagamento direto. Na prática, são declarações, guias, escrituração eletrônica e demais documentos exigidos pelos órgãos fiscais. 

No caso da Construção Civil e do Mercado Imobiliário, o volume de obrigações acessórias é especialmente alto. Além das obrigações comuns a outros setores, empresas da área precisam lidar com exigências específicas, como a DIMOB, voltada às atividades imobiliárias, e a EFD Contribuições, que registra a apuração de PIS e Cofins de maneira detalhada (veremos mais sobre elas a seguir). 

A organização e o cumprimento rigoroso dessas entregas são essenciais para evitar autuações e manter a regularidade fiscal, facilitando o acesso a créditos, financiamentos e licitações. É aí que entra o calendário de obrigações fiscais como uma ferramenta indispensável no planejamento tributário. 

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Calendário de obrigações fiscais 2025  

Para manter a conformidade com o Fisco e não deixar passar nenhuma obrigação, é essencial organizar os compromissos fiscais ao longo do ano. Abaixo, você encontra os principais envios obrigatórios que fazem parte da rotina das empresas de nosso setor em 2025, a começar pela tão conhecida declaração do imposto de renda.  

DIRF – Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte  

A DIRF é utilizada para informar à Receita Federal os valores de Imposto de Renda retidos na fonte sobre rendimentos pagos a pessoas físicas e jurídicas, como salários, serviços prestados e honorários. É uma obrigação que exige controle rigoroso dos pagamentos efetuados pela empresa ao longo do ano. 

  • Periodicidade: Anual. 
  • Prazo de entrega: até o último dia útil de fevereiro do ano seguinte ao da apuração. 

DIMOB – Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias  

Empresas que atuam com comercialização, locação, construção ou administração de imóveis precisam entregar a DIMOB, que reúne dados sobre transações imobiliárias realizadas durante o ano. Ela é fundamental para o cruzamento de informações da Receita Federal com dados de compradores, locatários e demais envolvidos. 

  • Periodicidade: Anual 
  • Prazo de entrega: até 31 de março do ano seguinte ao da apuração 

EFD Contribuições – Escrituração Fiscal Digital das Contribuições  

A Escrituração Fiscal Digital das Contribuições registra mensalmente os dados relacionados à apuração do PIS/Pasep e da Cofins. As empresas devem informar créditos e débitos vinculados à movimentação de receitas, o que exige atenção à escrituração fiscal e à consistência das notas fiscais emitidas e recebidas. 

  • Periodicidade: Mensal. 
  • Prazo de entrega: até o 10º dia útil do segundo mês subsequente ao da apuração 

DIME/GIA – Declaração de Informações do ICMS e Movimento Econômico / Guia de Informação e Apuração do ICMS  

Obrigatória em diversos estados, a DIME, ou GIA, reúne informações sobre o movimento econômico da empresa e as operações relacionadas ao ICMS. O envio correto dessas declarações é indispensável para manter a regularidade fiscal perante a Secretaria da Fazenda estadual. 

  • Periodicidade: Mensal. 
  • Prazo de entrega: até o 15º dia do mês subsequente ao da apuração. 

ECD – Escrituração Contábil Digital  

A ECD substitui a escrituração em papel dos livros contábeis por arquivos digitais, enviados à Receita Federal. Ela inclui documentos como Livro Diário, Livro Razão, balancetes e demonstrações contábeis, e exige organização contábil e alinhamento com as normas do SPED. 

  • Periodicidade: Anual. 
  • Prazo de entrega: até o último dia útil de maio do ano seguinte ao da apuração. 

DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais  

Por meio da DCTF, a empresa informa os tributos federais apurados, os pagamentos realizados e eventuais compensações ou parcelamentos. É uma das declarações mais relevantes da rotina fiscal e precisa estar em dia para evitar pendências no CNPJ. 

  • Periodicidade: Mensal. 
  • Prazo de entrega: até o 15º dia do mês subsequente ao da apuração. 

EFD ICMS/IPI – Escrituração Fiscal Digital do ICMS e IPI  

A Escrituração Fiscal Digital do ICMS e IPI detalha a movimentação de mercadorias e produtos industrializados, abrangendo a apuração dos impostos. O envio correto da EFD é fundamental para empresas que atuam com circulação de bens, como construtoras que compram e movimentam materiais em larga escala. 

  • Periodicidade: Mensal. 
  • Prazo de entrega: até o 15º dia do mês subsequente ao da apuração. 

Dicas de rotina para se organizar  

Sabemos que cumprir todas as obrigações fiscais e tributárias dentro do prazo exige organização, atenção aos detalhes e integração entre setores da empresa. No entanto, existem algumas práticas simples que podem fazer diferença no dia a dia e ajudar a manter tudo sob controle.  

São elas: 

  • Usar lembretes automáticos ou sistemas ERP: Ferramentas digitais ajudam a programar alertas e automatizar processos, reduzindo o risco de esquecer prazos importantes. 
  • Trabalhar com um contador especialista no setor: Profissionais que conhecem as particularidades da Construção Civil e do Mercado Imobiliário oferecem suporte mais preciso e evitam erros comuns nas declarações. 
  • Antecipar a coleta de documentos e dados fiscais: Organizar os documentos com antecedência evita correria e permite revisar as informações com calma antes do envio. 
  • Manter uma planilha de acompanhamento interno: Ter um controle visual dos prazos e entregas facilita a gestão fiscal da empresa e permite agir rapidamente em caso de inconsistência. 

Adotar essas estratégias no dia a dia pode parecer simples, mas realmente facilita o controle das entregas fiscais e ajuda a manter a empresa em dia com as exigências legais, com menos estresse e mais previsibilidade. Experimente aplicá-las. 

Considerações finais  

Ter clareza sobre as obrigações fiscais e tributárias ao longo do ano é uma das primeiras coisas a se fazer para manter a regularidade e a saúde financeira de construtoras e incorporadoras. Por isso, contar com um calendário já estruturado com as principais obrigatoriedades ajuda a antecipar as demandas e distribuir as tarefas a fim de não deixar nada de fora. 

Lembre-se de que o cumprimento de cada um dos deveres mostra organização e solidez da empresa, facilitando o relacionamento com instituições financeiras, parceiros e órgãos públicos. A previsibilidade fiscal também permite uma gestão mais estratégica e focada em resultados. 

Inclusive, utilizar ferramentas de controle, atualizar processos internos e contar com profissionais especializados no setor faz toda a diferença na hora de se manter em dia com o Fisco. Com organização e planejamento, é possível transformar a rotina fiscal em uma aliada do crescimento do negócio. 

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Assuntos: Gestão Fiscal e Tributária na Construção Plataforma
Giovani Amaral do Sienge
Giovani Amaral do Sienge

Giovani Amaral é executivo formado em administração com MBA em administração global, tendo como principal característica o empreendedorismo e intraempreendedorismo. Apaixonado por pessoas e por desafios, atua há mais de 35 anos no segmento de TI, com passagens por grandes empresas nacionais de tecnologia. Sua expertise contribui para o fortalecimento da proposta de negócio do Ecossistema Sienge focada na integração de toda a cadeia da construção, com o objetivo de potencializar resultados para construtoras e incorporadoras, garantindo maior previsibilidade e eficiência operacional. Atualmente, é Diretor de Operações do Ecossistema Sienge.