- Gerenciamento de valor agregado é um método de controle e análise para avaliar desempenho real em relação ao planejado na gestão de projetos.
- Na construção civil, o GVA é amplamente utilizado para análise de obras, permitindo previsão de gastos e controle do orçamento.
- A Técnica do Valor Agregado (TVA) unifica análise de serviços físicos com base no valor financeiro, permitindo avaliar desempenhos de custo e prazo da obra.
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Temos ainda a análise de Variação de Prazo (VPr), dada pela diferença entre o Valor Agregado e o Valor Previsto. Em nosso exemplo, essa diferença foi de R$ 300 mil, ou seja, a obra agregou 50% a menos do que havia sido previsto.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
A análise nos mostra que a Variação de Custo (VC), que é a diferença entre o Valor Agregado e o Custo Real, foi de R$ 50 mil. Ou seja, foram gastos R$ 50 mil a mais do que deveria ter sido investido para executar o serviço.
Temos ainda a análise de Variação de Prazo (VPr), dada pela diferença entre o Valor Agregado e o Valor Previsto. Em nosso exemplo, essa diferença foi de R$ 300 mil, ou seja, a obra agregou 50% a menos do que havia sido previsto.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Chega, então, o momento de fazer a análise de todos os indicadores, para entender se a obra está andando de acordo com o orçamento. Ainda levando em conta o nosso exemplo, temos a seguinte situação:
- Valor Previsto (VP) – a previsão era de 3 pavimentos de estrutura e 1 de alvenaria a um custo de R$ 600 mil.
- Valor Agregado (VA) – as medições físicas, ponderadas pelo orçamento, indicaram que os dois pavimentos de estrutura representam um custo de R$ 250 mil.
- Custo Real (CR) – o ERP indicou que o gasto financeiro com os serviços executados foi de R$ 300 mil.
A análise nos mostra que a Variação de Custo (VC), que é a diferença entre o Valor Agregado e o Custo Real, foi de R$ 50 mil. Ou seja, foram gastos R$ 50 mil a mais do que deveria ter sido investido para executar o serviço.
Temos ainda a análise de Variação de Prazo (VPr), dada pela diferença entre o Valor Agregado e o Valor Previsto. Em nosso exemplo, essa diferença foi de R$ 300 mil, ou seja, a obra agregou 50% a menos do que havia sido previsto.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Daí vem a importância do Valor Agregado (VA), para indicar se o montante investido está equilibrado com o que estava orçado e foi executado. Em nosso exemplo, após as medições físicas, constatou-se que o Valor Agregado (VA) foi de R$ 250 mil.
Chega, então, o momento de fazer a análise de todos os indicadores, para entender se a obra está andando de acordo com o orçamento. Ainda levando em conta o nosso exemplo, temos a seguinte situação:
- Valor Previsto (VP) – a previsão era de 3 pavimentos de estrutura e 1 de alvenaria a um custo de R$ 600 mil.
- Valor Agregado (VA) – as medições físicas, ponderadas pelo orçamento, indicaram que os dois pavimentos de estrutura representam um custo de R$ 250 mil.
- Custo Real (CR) – o ERP indicou que o gasto financeiro com os serviços executados foi de R$ 300 mil.
A análise nos mostra que a Variação de Custo (VC), que é a diferença entre o Valor Agregado e o Custo Real, foi de R$ 50 mil. Ou seja, foram gastos R$ 50 mil a mais do que deveria ter sido investido para executar o serviço.
Temos ainda a análise de Variação de Prazo (VPr), dada pela diferença entre o Valor Agregado e o Valor Previsto. Em nosso exemplo, essa diferença foi de R$ 300 mil, ou seja, a obra agregou 50% a menos do que havia sido previsto.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Em geral, as construtoras costumam fazer a comparação simples entre o VP e o CR. Dessa forma, no exemplo, a conclusão seria que se gastou menos do que estava previsto para aquele período. Porém, essa inferência é perigosa, pois é preciso comparar também o que foi executado com o dinheiro investido.
Daí vem a importância do Valor Agregado (VA), para indicar se o montante investido está equilibrado com o que estava orçado e foi executado. Em nosso exemplo, após as medições físicas, constatou-se que o Valor Agregado (VA) foi de R$ 250 mil.
Chega, então, o momento de fazer a análise de todos os indicadores, para entender se a obra está andando de acordo com o orçamento. Ainda levando em conta o nosso exemplo, temos a seguinte situação:
- Valor Previsto (VP) – a previsão era de 3 pavimentos de estrutura e 1 de alvenaria a um custo de R$ 600 mil.
- Valor Agregado (VA) – as medições físicas, ponderadas pelo orçamento, indicaram que os dois pavimentos de estrutura representam um custo de R$ 250 mil.
- Custo Real (CR) – o ERP indicou que o gasto financeiro com os serviços executados foi de R$ 300 mil.
A análise nos mostra que a Variação de Custo (VC), que é a diferença entre o Valor Agregado e o Custo Real, foi de R$ 50 mil. Ou seja, foram gastos R$ 50 mil a mais do que deveria ter sido investido para executar o serviço.
Temos ainda a análise de Variação de Prazo (VPr), dada pela diferença entre o Valor Agregado e o Valor Previsto. Em nosso exemplo, essa diferença foi de R$ 300 mil, ou seja, a obra agregou 50% a menos do que havia sido previsto.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Vamos usar um exemplo para ficar mais claro.
Imagine a execução de um empreendimento vertical. Até o fim do mês de março, a previsão era ter executado a estrutura de 3 pavimentos e a alvenaria do primeiro deles. O Valor Previsto (VP) até essa data foi de R$ 600 mil. No entanto, na medição do final do mês, constatou-se que foram executados apenas 2 pavimentos de estrutura e nenhum de alvenaria e o Custo Real (CR) foi de R$ 300 mil.
Em geral, as construtoras costumam fazer a comparação simples entre o VP e o CR. Dessa forma, no exemplo, a conclusão seria que se gastou menos do que estava previsto para aquele período. Porém, essa inferência é perigosa, pois é preciso comparar também o que foi executado com o dinheiro investido.
Daí vem a importância do Valor Agregado (VA), para indicar se o montante investido está equilibrado com o que estava orçado e foi executado. Em nosso exemplo, após as medições físicas, constatou-se que o Valor Agregado (VA) foi de R$ 250 mil.
Chega, então, o momento de fazer a análise de todos os indicadores, para entender se a obra está andando de acordo com o orçamento. Ainda levando em conta o nosso exemplo, temos a seguinte situação:
- Valor Previsto (VP) – a previsão era de 3 pavimentos de estrutura e 1 de alvenaria a um custo de R$ 600 mil.
- Valor Agregado (VA) – as medições físicas, ponderadas pelo orçamento, indicaram que os dois pavimentos de estrutura representam um custo de R$ 250 mil.
- Custo Real (CR) – o ERP indicou que o gasto financeiro com os serviços executados foi de R$ 300 mil.
A análise nos mostra que a Variação de Custo (VC), que é a diferença entre o Valor Agregado e o Custo Real, foi de R$ 50 mil. Ou seja, foram gastos R$ 50 mil a mais do que deveria ter sido investido para executar o serviço.
Temos ainda a análise de Variação de Prazo (VPr), dada pela diferença entre o Valor Agregado e o Valor Previsto. Em nosso exemplo, essa diferença foi de R$ 300 mil, ou seja, a obra agregou 50% a menos do que havia sido previsto.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Para encontrar as respostas dessas perguntas, são utilizadas basicamente três variáveis para comparação do desempenho:
- Valor Previsto (VP) – Custo orçado das atividades planejadas;
- Valor Agregado (VA) – Custo orçado das atividades executadas;
- Custo Real (CR) – Custo real das atividades executadas.
Entenda como calcular
Vamos usar um exemplo para ficar mais claro.
Imagine a execução de um empreendimento vertical. Até o fim do mês de março, a previsão era ter executado a estrutura de 3 pavimentos e a alvenaria do primeiro deles. O Valor Previsto (VP) até essa data foi de R$ 600 mil. No entanto, na medição do final do mês, constatou-se que foram executados apenas 2 pavimentos de estrutura e nenhum de alvenaria e o Custo Real (CR) foi de R$ 300 mil.
Em geral, as construtoras costumam fazer a comparação simples entre o VP e o CR. Dessa forma, no exemplo, a conclusão seria que se gastou menos do que estava previsto para aquele período. Porém, essa inferência é perigosa, pois é preciso comparar também o que foi executado com o dinheiro investido.
Daí vem a importância do Valor Agregado (VA), para indicar se o montante investido está equilibrado com o que estava orçado e foi executado. Em nosso exemplo, após as medições físicas, constatou-se que o Valor Agregado (VA) foi de R$ 250 mil.
Chega, então, o momento de fazer a análise de todos os indicadores, para entender se a obra está andando de acordo com o orçamento. Ainda levando em conta o nosso exemplo, temos a seguinte situação:
- Valor Previsto (VP) – a previsão era de 3 pavimentos de estrutura e 1 de alvenaria a um custo de R$ 600 mil.
- Valor Agregado (VA) – as medições físicas, ponderadas pelo orçamento, indicaram que os dois pavimentos de estrutura representam um custo de R$ 250 mil.
- Custo Real (CR) – o ERP indicou que o gasto financeiro com os serviços executados foi de R$ 300 mil.
A análise nos mostra que a Variação de Custo (VC), que é a diferença entre o Valor Agregado e o Custo Real, foi de R$ 50 mil. Ou seja, foram gastos R$ 50 mil a mais do que deveria ter sido investido para executar o serviço.
Temos ainda a análise de Variação de Prazo (VPr), dada pela diferença entre o Valor Agregado e o Valor Previsto. Em nosso exemplo, essa diferença foi de R$ 300 mil, ou seja, a obra agregou 50% a menos do que havia sido previsto.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Adilson Pize aponta algumas das perguntas respondidas pela técnica de GVA:
- A obra está adiantada ou atrasada em relação ao cronograma?
- Estamos usando nosso tempo e recursos de forma eficiente?
- Quando a obra vai terminar?
- Estamos abaixo ou acima do orçamento inicial?
- Qual o provável custo para finalizar a obra?
- Quanto vai ter custado a obra no final da execução?
Para encontrar as respostas dessas perguntas, são utilizadas basicamente três variáveis para comparação do desempenho:
- Valor Previsto (VP) – Custo orçado das atividades planejadas;
- Valor Agregado (VA) – Custo orçado das atividades executadas;
- Custo Real (CR) – Custo real das atividades executadas.
Entenda como calcular
Vamos usar um exemplo para ficar mais claro.
Imagine a execução de um empreendimento vertical. Até o fim do mês de março, a previsão era ter executado a estrutura de 3 pavimentos e a alvenaria do primeiro deles. O Valor Previsto (VP) até essa data foi de R$ 600 mil. No entanto, na medição do final do mês, constatou-se que foram executados apenas 2 pavimentos de estrutura e nenhum de alvenaria e o Custo Real (CR) foi de R$ 300 mil.
Em geral, as construtoras costumam fazer a comparação simples entre o VP e o CR. Dessa forma, no exemplo, a conclusão seria que se gastou menos do que estava previsto para aquele período. Porém, essa inferência é perigosa, pois é preciso comparar também o que foi executado com o dinheiro investido.
Daí vem a importância do Valor Agregado (VA), para indicar se o montante investido está equilibrado com o que estava orçado e foi executado. Em nosso exemplo, após as medições físicas, constatou-se que o Valor Agregado (VA) foi de R$ 250 mil.
Chega, então, o momento de fazer a análise de todos os indicadores, para entender se a obra está andando de acordo com o orçamento. Ainda levando em conta o nosso exemplo, temos a seguinte situação:
- Valor Previsto (VP) – a previsão era de 3 pavimentos de estrutura e 1 de alvenaria a um custo de R$ 600 mil.
- Valor Agregado (VA) – as medições físicas, ponderadas pelo orçamento, indicaram que os dois pavimentos de estrutura representam um custo de R$ 250 mil.
- Custo Real (CR) – o ERP indicou que o gasto financeiro com os serviços executados foi de R$ 300 mil.
A análise nos mostra que a Variação de Custo (VC), que é a diferença entre o Valor Agregado e o Custo Real, foi de R$ 50 mil. Ou seja, foram gastos R$ 50 mil a mais do que deveria ter sido investido para executar o serviço.
Temos ainda a análise de Variação de Prazo (VPr), dada pela diferença entre o Valor Agregado e o Valor Previsto. Em nosso exemplo, essa diferença foi de R$ 300 mil, ou seja, a obra agregou 50% a menos do que havia sido previsto.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Um dos maiores benefícios do gerenciamento de valor agregado é que a técnica pode ser aplicada de diferentes formas. Além disso, sua utilização permite que os gestores encontrem respostas para inúmeras fases do projeto e, a partir dessas respostas, consigam tomar decisões mais assertivas e de forma ágil.
Adilson Pize aponta algumas das perguntas respondidas pela técnica de GVA:
- A obra está adiantada ou atrasada em relação ao cronograma?
- Estamos usando nosso tempo e recursos de forma eficiente?
- Quando a obra vai terminar?
- Estamos abaixo ou acima do orçamento inicial?
- Qual o provável custo para finalizar a obra?
- Quanto vai ter custado a obra no final da execução?
Para encontrar as respostas dessas perguntas, são utilizadas basicamente três variáveis para comparação do desempenho:
- Valor Previsto (VP) – Custo orçado das atividades planejadas;
- Valor Agregado (VA) – Custo orçado das atividades executadas;
- Custo Real (CR) – Custo real das atividades executadas.
Entenda como calcular
Vamos usar um exemplo para ficar mais claro.
Imagine a execução de um empreendimento vertical. Até o fim do mês de março, a previsão era ter executado a estrutura de 3 pavimentos e a alvenaria do primeiro deles. O Valor Previsto (VP) até essa data foi de R$ 600 mil. No entanto, na medição do final do mês, constatou-se que foram executados apenas 2 pavimentos de estrutura e nenhum de alvenaria e o Custo Real (CR) foi de R$ 300 mil.
Em geral, as construtoras costumam fazer a comparação simples entre o VP e o CR. Dessa forma, no exemplo, a conclusão seria que se gastou menos do que estava previsto para aquele período. Porém, essa inferência é perigosa, pois é preciso comparar também o que foi executado com o dinheiro investido.
Daí vem a importância do Valor Agregado (VA), para indicar se o montante investido está equilibrado com o que estava orçado e foi executado. Em nosso exemplo, após as medições físicas, constatou-se que o Valor Agregado (VA) foi de R$ 250 mil.
Chega, então, o momento de fazer a análise de todos os indicadores, para entender se a obra está andando de acordo com o orçamento. Ainda levando em conta o nosso exemplo, temos a seguinte situação:
- Valor Previsto (VP) – a previsão era de 3 pavimentos de estrutura e 1 de alvenaria a um custo de R$ 600 mil.
- Valor Agregado (VA) – as medições físicas, ponderadas pelo orçamento, indicaram que os dois pavimentos de estrutura representam um custo de R$ 250 mil.
- Custo Real (CR) – o ERP indicou que o gasto financeiro com os serviços executados foi de R$ 300 mil.
A análise nos mostra que a Variação de Custo (VC), que é a diferença entre o Valor Agregado e o Custo Real, foi de R$ 50 mil. Ou seja, foram gastos R$ 50 mil a mais do que deveria ter sido investido para executar o serviço.
Temos ainda a análise de Variação de Prazo (VPr), dada pela diferença entre o Valor Agregado e o Valor Previsto. Em nosso exemplo, essa diferença foi de R$ 300 mil, ou seja, a obra agregou 50% a menos do que havia sido previsto.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Em outras palavras, o GVA unifica, com base no valor financeiro, a análise de diversos serviços físicos, que originalmente seriam complexos para comparar por causa das diferenças entre suas unidades de medida. O GVA vem sendo muito utilizado por ser eficaz em avaliar se os desempenhos de custo e prazo da obra estão de acordo com o planejado.
Como a Técnica do Valor Agregado pode ajudar na sua obra?
Um dos maiores benefícios do gerenciamento de valor agregado é que a técnica pode ser aplicada de diferentes formas. Além disso, sua utilização permite que os gestores encontrem respostas para inúmeras fases do projeto e, a partir dessas respostas, consigam tomar decisões mais assertivas e de forma ágil.
Adilson Pize aponta algumas das perguntas respondidas pela técnica de GVA:
- A obra está adiantada ou atrasada em relação ao cronograma?
- Estamos usando nosso tempo e recursos de forma eficiente?
- Quando a obra vai terminar?
- Estamos abaixo ou acima do orçamento inicial?
- Qual o provável custo para finalizar a obra?
- Quanto vai ter custado a obra no final da execução?
Para encontrar as respostas dessas perguntas, são utilizadas basicamente três variáveis para comparação do desempenho:
- Valor Previsto (VP) – Custo orçado das atividades planejadas;
- Valor Agregado (VA) – Custo orçado das atividades executadas;
- Custo Real (CR) – Custo real das atividades executadas.
Entenda como calcular
Vamos usar um exemplo para ficar mais claro.
Imagine a execução de um empreendimento vertical. Até o fim do mês de março, a previsão era ter executado a estrutura de 3 pavimentos e a alvenaria do primeiro deles. O Valor Previsto (VP) até essa data foi de R$ 600 mil. No entanto, na medição do final do mês, constatou-se que foram executados apenas 2 pavimentos de estrutura e nenhum de alvenaria e o Custo Real (CR) foi de R$ 300 mil.
Em geral, as construtoras costumam fazer a comparação simples entre o VP e o CR. Dessa forma, no exemplo, a conclusão seria que se gastou menos do que estava previsto para aquele período. Porém, essa inferência é perigosa, pois é preciso comparar também o que foi executado com o dinheiro investido.
Daí vem a importância do Valor Agregado (VA), para indicar se o montante investido está equilibrado com o que estava orçado e foi executado. Em nosso exemplo, após as medições físicas, constatou-se que o Valor Agregado (VA) foi de R$ 250 mil.
Chega, então, o momento de fazer a análise de todos os indicadores, para entender se a obra está andando de acordo com o orçamento. Ainda levando em conta o nosso exemplo, temos a seguinte situação:
- Valor Previsto (VP) – a previsão era de 3 pavimentos de estrutura e 1 de alvenaria a um custo de R$ 600 mil.
- Valor Agregado (VA) – as medições físicas, ponderadas pelo orçamento, indicaram que os dois pavimentos de estrutura representam um custo de R$ 250 mil.
- Custo Real (CR) – o ERP indicou que o gasto financeiro com os serviços executados foi de R$ 300 mil.
A análise nos mostra que a Variação de Custo (VC), que é a diferença entre o Valor Agregado e o Custo Real, foi de R$ 50 mil. Ou seja, foram gastos R$ 50 mil a mais do que deveria ter sido investido para executar o serviço.
Temos ainda a análise de Variação de Prazo (VPr), dada pela diferença entre o Valor Agregado e o Valor Previsto. Em nosso exemplo, essa diferença foi de R$ 300 mil, ou seja, a obra agregou 50% a menos do que havia sido previsto.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Segundo Aldo Mattos, consultor para gestão de obras, o valor agregado funciona como um alerta, permitindo ao gerente avaliar se o projeto tem consumido mais dinheiro para realizar determinada tarefa, ou se está gastando mais rápido porque o projeto está adiantado.
Em outras palavras, o GVA unifica, com base no valor financeiro, a análise de diversos serviços físicos, que originalmente seriam complexos para comparar por causa das diferenças entre suas unidades de medida. O GVA vem sendo muito utilizado por ser eficaz em avaliar se os desempenhos de custo e prazo da obra estão de acordo com o planejado.
Como a Técnica do Valor Agregado pode ajudar na sua obra?
Um dos maiores benefícios do gerenciamento de valor agregado é que a técnica pode ser aplicada de diferentes formas. Além disso, sua utilização permite que os gestores encontrem respostas para inúmeras fases do projeto e, a partir dessas respostas, consigam tomar decisões mais assertivas e de forma ágil.
Adilson Pize aponta algumas das perguntas respondidas pela técnica de GVA:
- A obra está adiantada ou atrasada em relação ao cronograma?
- Estamos usando nosso tempo e recursos de forma eficiente?
- Quando a obra vai terminar?
- Estamos abaixo ou acima do orçamento inicial?
- Qual o provável custo para finalizar a obra?
- Quanto vai ter custado a obra no final da execução?
Para encontrar as respostas dessas perguntas, são utilizadas basicamente três variáveis para comparação do desempenho:
- Valor Previsto (VP) – Custo orçado das atividades planejadas;
- Valor Agregado (VA) – Custo orçado das atividades executadas;
- Custo Real (CR) – Custo real das atividades executadas.
Entenda como calcular
Vamos usar um exemplo para ficar mais claro.
Imagine a execução de um empreendimento vertical. Até o fim do mês de março, a previsão era ter executado a estrutura de 3 pavimentos e a alvenaria do primeiro deles. O Valor Previsto (VP) até essa data foi de R$ 600 mil. No entanto, na medição do final do mês, constatou-se que foram executados apenas 2 pavimentos de estrutura e nenhum de alvenaria e o Custo Real (CR) foi de R$ 300 mil.
Em geral, as construtoras costumam fazer a comparação simples entre o VP e o CR. Dessa forma, no exemplo, a conclusão seria que se gastou menos do que estava previsto para aquele período. Porém, essa inferência é perigosa, pois é preciso comparar também o que foi executado com o dinheiro investido.
Daí vem a importância do Valor Agregado (VA), para indicar se o montante investido está equilibrado com o que estava orçado e foi executado. Em nosso exemplo, após as medições físicas, constatou-se que o Valor Agregado (VA) foi de R$ 250 mil.
Chega, então, o momento de fazer a análise de todos os indicadores, para entender se a obra está andando de acordo com o orçamento. Ainda levando em conta o nosso exemplo, temos a seguinte situação:
- Valor Previsto (VP) – a previsão era de 3 pavimentos de estrutura e 1 de alvenaria a um custo de R$ 600 mil.
- Valor Agregado (VA) – as medições físicas, ponderadas pelo orçamento, indicaram que os dois pavimentos de estrutura representam um custo de R$ 250 mil.
- Custo Real (CR) – o ERP indicou que o gasto financeiro com os serviços executados foi de R$ 300 mil.
A análise nos mostra que a Variação de Custo (VC), que é a diferença entre o Valor Agregado e o Custo Real, foi de R$ 50 mil. Ou seja, foram gastos R$ 50 mil a mais do que deveria ter sido investido para executar o serviço.
Temos ainda a análise de Variação de Prazo (VPr), dada pela diferença entre o Valor Agregado e o Valor Previsto. Em nosso exemplo, essa diferença foi de R$ 300 mil, ou seja, a obra agregou 50% a menos do que havia sido previsto.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
A prática permite que o avanço de serviços seja colocado em um mesmo referencial, ou seja, o parâmetro econômico-financeiro é utilizado como a base de comparação dos serviços a serem executados.
Segundo Aldo Mattos, consultor para gestão de obras, o valor agregado funciona como um alerta, permitindo ao gerente avaliar se o projeto tem consumido mais dinheiro para realizar determinada tarefa, ou se está gastando mais rápido porque o projeto está adiantado.
Em outras palavras, o GVA unifica, com base no valor financeiro, a análise de diversos serviços físicos, que originalmente seriam complexos para comparar por causa das diferenças entre suas unidades de medida. O GVA vem sendo muito utilizado por ser eficaz em avaliar se os desempenhos de custo e prazo da obra estão de acordo com o planejado.
Como a Técnica do Valor Agregado pode ajudar na sua obra?
Um dos maiores benefícios do gerenciamento de valor agregado é que a técnica pode ser aplicada de diferentes formas. Além disso, sua utilização permite que os gestores encontrem respostas para inúmeras fases do projeto e, a partir dessas respostas, consigam tomar decisões mais assertivas e de forma ágil.
Adilson Pize aponta algumas das perguntas respondidas pela técnica de GVA:
- A obra está adiantada ou atrasada em relação ao cronograma?
- Estamos usando nosso tempo e recursos de forma eficiente?
- Quando a obra vai terminar?
- Estamos abaixo ou acima do orçamento inicial?
- Qual o provável custo para finalizar a obra?
- Quanto vai ter custado a obra no final da execução?
Para encontrar as respostas dessas perguntas, são utilizadas basicamente três variáveis para comparação do desempenho:
- Valor Previsto (VP) – Custo orçado das atividades planejadas;
- Valor Agregado (VA) – Custo orçado das atividades executadas;
- Custo Real (CR) – Custo real das atividades executadas.
Entenda como calcular
Vamos usar um exemplo para ficar mais claro.
Imagine a execução de um empreendimento vertical. Até o fim do mês de março, a previsão era ter executado a estrutura de 3 pavimentos e a alvenaria do primeiro deles. O Valor Previsto (VP) até essa data foi de R$ 600 mil. No entanto, na medição do final do mês, constatou-se que foram executados apenas 2 pavimentos de estrutura e nenhum de alvenaria e o Custo Real (CR) foi de R$ 300 mil.
Em geral, as construtoras costumam fazer a comparação simples entre o VP e o CR. Dessa forma, no exemplo, a conclusão seria que se gastou menos do que estava previsto para aquele período. Porém, essa inferência é perigosa, pois é preciso comparar também o que foi executado com o dinheiro investido.
Daí vem a importância do Valor Agregado (VA), para indicar se o montante investido está equilibrado com o que estava orçado e foi executado. Em nosso exemplo, após as medições físicas, constatou-se que o Valor Agregado (VA) foi de R$ 250 mil.
Chega, então, o momento de fazer a análise de todos os indicadores, para entender se a obra está andando de acordo com o orçamento. Ainda levando em conta o nosso exemplo, temos a seguinte situação:
- Valor Previsto (VP) – a previsão era de 3 pavimentos de estrutura e 1 de alvenaria a um custo de R$ 600 mil.
- Valor Agregado (VA) – as medições físicas, ponderadas pelo orçamento, indicaram que os dois pavimentos de estrutura representam um custo de R$ 250 mil.
- Custo Real (CR) – o ERP indicou que o gasto financeiro com os serviços executados foi de R$ 300 mil.
A análise nos mostra que a Variação de Custo (VC), que é a diferença entre o Valor Agregado e o Custo Real, foi de R$ 50 mil. Ou seja, foram gastos R$ 50 mil a mais do que deveria ter sido investido para executar o serviço.
Temos ainda a análise de Variação de Prazo (VPr), dada pela diferença entre o Valor Agregado e o Valor Previsto. Em nosso exemplo, essa diferença foi de R$ 300 mil, ou seja, a obra agregou 50% a menos do que havia sido previsto.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Existem diversas técnicas para acompanhamento dos serviços previstos e realizados. Uma das que mais gera resultados para obras é a Técnica do Valor Agregado (TVA), também conhecida como GVA (Gerenciamento do Valor Agregado) ou EVM, sigla em inglês para Earned Value Management.
A prática permite que o avanço de serviços seja colocado em um mesmo referencial, ou seja, o parâmetro econômico-financeiro é utilizado como a base de comparação dos serviços a serem executados.
Segundo Aldo Mattos, consultor para gestão de obras, o valor agregado funciona como um alerta, permitindo ao gerente avaliar se o projeto tem consumido mais dinheiro para realizar determinada tarefa, ou se está gastando mais rápido porque o projeto está adiantado.
Em outras palavras, o GVA unifica, com base no valor financeiro, a análise de diversos serviços físicos, que originalmente seriam complexos para comparar por causa das diferenças entre suas unidades de medida. O GVA vem sendo muito utilizado por ser eficaz em avaliar se os desempenhos de custo e prazo da obra estão de acordo com o planejado.
Como a Técnica do Valor Agregado pode ajudar na sua obra?
Um dos maiores benefícios do gerenciamento de valor agregado é que a técnica pode ser aplicada de diferentes formas. Além disso, sua utilização permite que os gestores encontrem respostas para inúmeras fases do projeto e, a partir dessas respostas, consigam tomar decisões mais assertivas e de forma ágil.
Adilson Pize aponta algumas das perguntas respondidas pela técnica de GVA:
- A obra está adiantada ou atrasada em relação ao cronograma?
- Estamos usando nosso tempo e recursos de forma eficiente?
- Quando a obra vai terminar?
- Estamos abaixo ou acima do orçamento inicial?
- Qual o provável custo para finalizar a obra?
- Quanto vai ter custado a obra no final da execução?
Para encontrar as respostas dessas perguntas, são utilizadas basicamente três variáveis para comparação do desempenho:
- Valor Previsto (VP) – Custo orçado das atividades planejadas;
- Valor Agregado (VA) – Custo orçado das atividades executadas;
- Custo Real (CR) – Custo real das atividades executadas.
Entenda como calcular
Vamos usar um exemplo para ficar mais claro.
Imagine a execução de um empreendimento vertical. Até o fim do mês de março, a previsão era ter executado a estrutura de 3 pavimentos e a alvenaria do primeiro deles. O Valor Previsto (VP) até essa data foi de R$ 600 mil. No entanto, na medição do final do mês, constatou-se que foram executados apenas 2 pavimentos de estrutura e nenhum de alvenaria e o Custo Real (CR) foi de R$ 300 mil.
Em geral, as construtoras costumam fazer a comparação simples entre o VP e o CR. Dessa forma, no exemplo, a conclusão seria que se gastou menos do que estava previsto para aquele período. Porém, essa inferência é perigosa, pois é preciso comparar também o que foi executado com o dinheiro investido.
Daí vem a importância do Valor Agregado (VA), para indicar se o montante investido está equilibrado com o que estava orçado e foi executado. Em nosso exemplo, após as medições físicas, constatou-se que o Valor Agregado (VA) foi de R$ 250 mil.
Chega, então, o momento de fazer a análise de todos os indicadores, para entender se a obra está andando de acordo com o orçamento. Ainda levando em conta o nosso exemplo, temos a seguinte situação:
- Valor Previsto (VP) – a previsão era de 3 pavimentos de estrutura e 1 de alvenaria a um custo de R$ 600 mil.
- Valor Agregado (VA) – as medições físicas, ponderadas pelo orçamento, indicaram que os dois pavimentos de estrutura representam um custo de R$ 250 mil.
- Custo Real (CR) – o ERP indicou que o gasto financeiro com os serviços executados foi de R$ 300 mil.
A análise nos mostra que a Variação de Custo (VC), que é a diferença entre o Valor Agregado e o Custo Real, foi de R$ 50 mil. Ou seja, foram gastos R$ 50 mil a mais do que deveria ter sido investido para executar o serviço.
Temos ainda a análise de Variação de Prazo (VPr), dada pela diferença entre o Valor Agregado e o Valor Previsto. Em nosso exemplo, essa diferença foi de R$ 300 mil, ou seja, a obra agregou 50% a menos do que havia sido previsto.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Entender esse processo é fundamental para ter os custos bem alinhados com a expectativa do projeto e entender as reais necessidades de cada processo. Existem algumas formas de fazer o gerenciamento do valor agregado da obra e neste artigo você vai ver quais são. Acompanhe!
Como funciona o Gerenciamento do Valor Agregado (GVA)?
Existem diversas técnicas para acompanhamento dos serviços previstos e realizados. Uma das que mais gera resultados para obras é a Técnica do Valor Agregado (TVA), também conhecida como GVA (Gerenciamento do Valor Agregado) ou EVM, sigla em inglês para Earned Value Management.
A prática permite que o avanço de serviços seja colocado em um mesmo referencial, ou seja, o parâmetro econômico-financeiro é utilizado como a base de comparação dos serviços a serem executados.
Segundo Aldo Mattos, consultor para gestão de obras, o valor agregado funciona como um alerta, permitindo ao gerente avaliar se o projeto tem consumido mais dinheiro para realizar determinada tarefa, ou se está gastando mais rápido porque o projeto está adiantado.
Em outras palavras, o GVA unifica, com base no valor financeiro, a análise de diversos serviços físicos, que originalmente seriam complexos para comparar por causa das diferenças entre suas unidades de medida. O GVA vem sendo muito utilizado por ser eficaz em avaliar se os desempenhos de custo e prazo da obra estão de acordo com o planejado.
Como a Técnica do Valor Agregado pode ajudar na sua obra?
Um dos maiores benefícios do gerenciamento de valor agregado é que a técnica pode ser aplicada de diferentes formas. Além disso, sua utilização permite que os gestores encontrem respostas para inúmeras fases do projeto e, a partir dessas respostas, consigam tomar decisões mais assertivas e de forma ágil.
Adilson Pize aponta algumas das perguntas respondidas pela técnica de GVA:
- A obra está adiantada ou atrasada em relação ao cronograma?
- Estamos usando nosso tempo e recursos de forma eficiente?
- Quando a obra vai terminar?
- Estamos abaixo ou acima do orçamento inicial?
- Qual o provável custo para finalizar a obra?
- Quanto vai ter custado a obra no final da execução?
Para encontrar as respostas dessas perguntas, são utilizadas basicamente três variáveis para comparação do desempenho:
- Valor Previsto (VP) – Custo orçado das atividades planejadas;
- Valor Agregado (VA) – Custo orçado das atividades executadas;
- Custo Real (CR) – Custo real das atividades executadas.
Entenda como calcular
Vamos usar um exemplo para ficar mais claro.
Imagine a execução de um empreendimento vertical. Até o fim do mês de março, a previsão era ter executado a estrutura de 3 pavimentos e a alvenaria do primeiro deles. O Valor Previsto (VP) até essa data foi de R$ 600 mil. No entanto, na medição do final do mês, constatou-se que foram executados apenas 2 pavimentos de estrutura e nenhum de alvenaria e o Custo Real (CR) foi de R$ 300 mil.
Em geral, as construtoras costumam fazer a comparação simples entre o VP e o CR. Dessa forma, no exemplo, a conclusão seria que se gastou menos do que estava previsto para aquele período. Porém, essa inferência é perigosa, pois é preciso comparar também o que foi executado com o dinheiro investido.
Daí vem a importância do Valor Agregado (VA), para indicar se o montante investido está equilibrado com o que estava orçado e foi executado. Em nosso exemplo, após as medições físicas, constatou-se que o Valor Agregado (VA) foi de R$ 250 mil.
Chega, então, o momento de fazer a análise de todos os indicadores, para entender se a obra está andando de acordo com o orçamento. Ainda levando em conta o nosso exemplo, temos a seguinte situação:
- Valor Previsto (VP) – a previsão era de 3 pavimentos de estrutura e 1 de alvenaria a um custo de R$ 600 mil.
- Valor Agregado (VA) – as medições físicas, ponderadas pelo orçamento, indicaram que os dois pavimentos de estrutura representam um custo de R$ 250 mil.
- Custo Real (CR) – o ERP indicou que o gasto financeiro com os serviços executados foi de R$ 300 mil.
A análise nos mostra que a Variação de Custo (VC), que é a diferença entre o Valor Agregado e o Custo Real, foi de R$ 50 mil. Ou seja, foram gastos R$ 50 mil a mais do que deveria ter sido investido para executar o serviço.
Temos ainda a análise de Variação de Prazo (VPr), dada pela diferença entre o Valor Agregado e o Valor Previsto. Em nosso exemplo, essa diferença foi de R$ 300 mil, ou seja, a obra agregou 50% a menos do que havia sido previsto.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
Quer saber mais sobre assuntos como o GVA e outras formas de otimizar o controle físico-financeiro da sua obra? Continue acompanhando o blog da Prevision ou se inscreva na nossa newsletter. Você receberá conteúdos variados sobre planejamento e gestão de obras, além de outras informações e dicas de profissionais referência no mercado da construção civil.
Na gestão de projetos, o gerenciamento de valor agregado é um método de controle e análise que tem o objetivo de avaliar o desempenho real em relação ao planejado. Nessa avaliação, leva-se em consideração não apenas os custos, mas também o valor entregue.
Na construção civil, o gerenciamento do valor agregado também é amplamente utilizado para análise de obras, entregando um panorama de custos para o projeto do empreendimento. A partir das informações obtidas é possível ter uma previsão dos gastos, saber quanto foi investido e ter maior controle do orçamento.
Entender esse processo é fundamental para ter os custos bem alinhados com a expectativa do projeto e entender as reais necessidades de cada processo. Existem algumas formas de fazer o gerenciamento do valor agregado da obra e neste artigo você vai ver quais são. Acompanhe!
Como funciona o Gerenciamento do Valor Agregado (GVA)?
Existem diversas técnicas para acompanhamento dos serviços previstos e realizados. Uma das que mais gera resultados para obras é a Técnica do Valor Agregado (TVA), também conhecida como GVA (Gerenciamento do Valor Agregado) ou EVM, sigla em inglês para Earned Value Management.
A prática permite que o avanço de serviços seja colocado em um mesmo referencial, ou seja, o parâmetro econômico-financeiro é utilizado como a base de comparação dos serviços a serem executados.
Segundo Aldo Mattos, consultor para gestão de obras, o valor agregado funciona como um alerta, permitindo ao gerente avaliar se o projeto tem consumido mais dinheiro para realizar determinada tarefa, ou se está gastando mais rápido porque o projeto está adiantado.
Em outras palavras, o GVA unifica, com base no valor financeiro, a análise de diversos serviços físicos, que originalmente seriam complexos para comparar por causa das diferenças entre suas unidades de medida. O GVA vem sendo muito utilizado por ser eficaz em avaliar se os desempenhos de custo e prazo da obra estão de acordo com o planejado.
Como a Técnica do Valor Agregado pode ajudar na sua obra?
Um dos maiores benefícios do gerenciamento de valor agregado é que a técnica pode ser aplicada de diferentes formas. Além disso, sua utilização permite que os gestores encontrem respostas para inúmeras fases do projeto e, a partir dessas respostas, consigam tomar decisões mais assertivas e de forma ágil.
Adilson Pize aponta algumas das perguntas respondidas pela técnica de GVA:
- A obra está adiantada ou atrasada em relação ao cronograma?
- Estamos usando nosso tempo e recursos de forma eficiente?
- Quando a obra vai terminar?
- Estamos abaixo ou acima do orçamento inicial?
- Qual o provável custo para finalizar a obra?
- Quanto vai ter custado a obra no final da execução?
Para encontrar as respostas dessas perguntas, são utilizadas basicamente três variáveis para comparação do desempenho:
- Valor Previsto (VP) – Custo orçado das atividades planejadas;
- Valor Agregado (VA) – Custo orçado das atividades executadas;
- Custo Real (CR) – Custo real das atividades executadas.
Entenda como calcular
Vamos usar um exemplo para ficar mais claro.
Imagine a execução de um empreendimento vertical. Até o fim do mês de março, a previsão era ter executado a estrutura de 3 pavimentos e a alvenaria do primeiro deles. O Valor Previsto (VP) até essa data foi de R$ 600 mil. No entanto, na medição do final do mês, constatou-se que foram executados apenas 2 pavimentos de estrutura e nenhum de alvenaria e o Custo Real (CR) foi de R$ 300 mil.
Em geral, as construtoras costumam fazer a comparação simples entre o VP e o CR. Dessa forma, no exemplo, a conclusão seria que se gastou menos do que estava previsto para aquele período. Porém, essa inferência é perigosa, pois é preciso comparar também o que foi executado com o dinheiro investido.
Daí vem a importância do Valor Agregado (VA), para indicar se o montante investido está equilibrado com o que estava orçado e foi executado. Em nosso exemplo, após as medições físicas, constatou-se que o Valor Agregado (VA) foi de R$ 250 mil.
Chega, então, o momento de fazer a análise de todos os indicadores, para entender se a obra está andando de acordo com o orçamento. Ainda levando em conta o nosso exemplo, temos a seguinte situação:
- Valor Previsto (VP) – a previsão era de 3 pavimentos de estrutura e 1 de alvenaria a um custo de R$ 600 mil.
- Valor Agregado (VA) – as medições físicas, ponderadas pelo orçamento, indicaram que os dois pavimentos de estrutura representam um custo de R$ 250 mil.
- Custo Real (CR) – o ERP indicou que o gasto financeiro com os serviços executados foi de R$ 300 mil.
A análise nos mostra que a Variação de Custo (VC), que é a diferença entre o Valor Agregado e o Custo Real, foi de R$ 50 mil. Ou seja, foram gastos R$ 50 mil a mais do que deveria ter sido investido para executar o serviço.
Temos ainda a análise de Variação de Prazo (VPr), dada pela diferença entre o Valor Agregado e o Valor Previsto. Em nosso exemplo, essa diferença foi de R$ 300 mil, ou seja, a obra agregou 50% a menos do que havia sido previsto.
Apesar de parecerem simples, nem sempre essas análises são feitas pelos gestores de obras. Por isso, é comum encontrarmos duas situações:
- Primeira – o orçamento foi consumido totalmente, mas ainda falta uma porcentagem considerável da obra a ser executada.
- Segunda – a linha de base é esquecida porque a produção não está dando conta do planejado.
Com isso, surgem os questionamentos: O que está acarretando a baixa produtividade das equipes? O planejamento foi muito agressivo? Que ações tomar para retomar a linha de base?
A tabela a seguir mostra como podem ser interpretadas as combinações de VC e VPr:
| VC | VPr | Interpretação |
| + | + | Obra abaixo do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| + | – | Obra abaixo do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
| – | + | Obra acima do orçamento e adiantada no cronograma (em custo) |
| – | – | Obra acima do orçamento e atrasada no cronograma (em custo) |
Indicadores de desempenho ajudam a entender a saúde financeira da obra
Outras duas análises que podem ser feitas utilizando os conceitos de VP, VA e CR são o Índice de Desempenho de Custo (IDC) e Índice de Desempenho de Prazo (IDP). Esses indicadores são valiosos e rápidos para uma análise da saúde da obra.
O IDC indica se a obra tem conseguido converter o investimento feito em serviços concluídos. O cálculo se dá por IDC = VA / CR e pode ser interpretado da seguinte forma:
| Valor | Interpretação |
| VA > CR → IDC > 1 | Obra abaixo do orçamento (mais barata) |
| VA = CR → IDC = 1 | Obra no orçamento |
| VA < CR → IDC < 1 | Obra acima do orçamento (mais cara) |
No exemplo que utilizamos anteriormente, o cálculo do IDC ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 300 mil = 0,833
Ou seja, IDC menor do que 1, indicando que a obra está acima do orçamento, assim como a análise de VC que deu negativa.
Já o IDP indica se a obra tem conseguido cumprir o planejamento de prazo previsto e ainda diz se o planejamento foi muito agressivo ou brando, mediante outras análises. O cálculo é feito da seguinte forma: IDP = VA / VP e os resultados são analisados assim:
| Valor | Interpretação |
| VA > VP → IDP > 1 | Obra adiantada em relação ao planejamento base |
| VA = VP → IDP = 1 | Obra no prazo em relação ao planejamento base |
| VA < VP → IDP < 1 | Obra atrasada em relação ao planejamento base |
No exemplo que utilizamos, o cálculo do IDP ficaria assim:
R$ 250 mil / R$ 600 mil = 0,416
Ou seja, IDP menor do que 1, indicando que a obra está atrasada em relação ao planejamento base, assim como a análise de VPr que deu negativa.
Gerenciamento do Valor Agregado da obra e a evolução da execução do projeto
Além dos indicadores já mencionados, o Gerenciamento do Valor Agregado permite que a evolução da obra no tempo seja analisada a partir das porcentagens (ou a evolução econômica). Isso é feito com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) Orçamentária. Esse processo é chamado de Cronograma Físico-Financeiro (CFF).
Não existe uma EAP ideal para todas as obras, nem para todas as construtoras. Mas a importância de se definir uma EAP Orçamentária, que atenda de forma equilibrada o orçamento, os pacotes de serviços do cronograma e possa ser base para o controle financeiro da obra dentro do ERP, é essencial para uma boa gestão.
Existem softwares que já permitem a gestão de obras com flexibilidade de EAPs. Ou seja, pode-se ter uma EAP Orçamentária e outra EAP de Cronograma, que são unificadas por meio de ponderação. Esse tipo de prática tem sido adotado por muitas empresas, pois permite um planejamento flexível e de acordo com a realidade da obra, enquanto o orçamento pode ser mais aprofundado e detalhado, com foco em controle real de custos.
Curva S
Após a definição da EAP Orçamentária, criação do cronograma e ponderações entre as duas estruturas, seu cronograma físico-financeiro estará pronto e será possível calcular a Curva S.
O cronograma físico-financeiro e a Curva S possuem algumas diferenças, sendo as principais: enquanto o CFF é apresentado em formato tabela de dados, a Curva S é geralmente um gráfico; além disso, o CFF apresenta os valores de um determinado período, enquanto a Curva S traz os valores acumulados.
O maior benefício de analisar os índices de forma acumulada e em forma de gráfico é que a comparação entre os valores fica muito mais rápida e proporciona ao gestor uma tomada de decisão ágil frente aos números da obra.
Conclusão
Um dos caminhos para controlar o orçamento de uma obra é conduzir o projeto de forma que os custos cumpram com o planejado e que as despesas sejam constantemente analisadas e previstas. Nesse sentido, o gerenciamento do valor agregado desempenha um papel crucial no controle financeiro e no acompanhamento do progresso de um projeto de construção.
Com a Técnica do Valor Agregado (TVA), é possível comparar o valor planejado com o valor executado, avaliar o desempenho de custo e prazo e tomar decisões melhor embasadas e mais ágeis.
Essa abordagem proporciona uma visão clara dos custos reais, ajuda a identificar desvios e garante que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e alinhada com as expectativas do projeto.
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Engenheira Civil formada pela Universidade Federal de Santa Catarina, possui MBA em gerenciamento de obras e é apaixonada por tecnologia e planejamento de obras. Trabalhou durante 6 anos em obras residenciais e comerciais com planejamento e acompanhamento de custos. Atua como gerente executiva de Produto Prevision, solução do Ecossistema Sienge. Com mais de 10 anos de atuação no setor da construção civil, tem como missão impactar positivamente o setor através da tecnologia para gestão de obras.