• O piso elevado foi criado para facilitar o acesso ao cabeamento estruturado em salas técnicas e centros de processamento de dados
  • Atualmente, o piso elevado é utilizado em ambientes corporativos, retrofit de prédios antigos, apartamentos e áreas externas
  • O sistema de piso elevado permite instalação rápida, fácil manutenção dos cabos e pode incorporar sistema de ar-condicionado.

O piso elevado é uma solução construtiva amplamente utilizada em projetos que exigem flexibilidade, organização das instalações e facilidade de manutenção.

Originalmente desenvolvido na década de 1950 para atender às demandas de centros de processamento de dados, o sistema evoluiu e passou a ser aplicado em escritórios, edifícios corporativos, retrofit de imóveis e até áreas externas.

Seu principal diferencial está na criação de um espaço técnico entre a laje e o revestimento final, permitindo a passagem organizada de cabos, tubulações e sistemas prediais sem a necessidade de intervenções estruturais frequentes.

Com o avanço das tecnologias de automação, conectividade e infraestrutura predial, o piso elevado tornou-se um componente estratégico para aumentar a flexibilidade, a eficiência operacional e a vida útil das edificações.

Como os pisos elevados funcionam?

O sistema de piso elevado é formado por placas modulares apoiadas sobre pedestais ajustáveis, criando um vão técnico entre o contrapiso e a superfície de uso.

Esse espaço é utilizado para acomodar diferentes tipos de instalações, como:

  • cabeamento elétrico;
  • redes de dados e telecomunicações;
  • sistemas de climatização;
  • tubulações hidráulicas e de drenagem.

Uma das principais vantagens é a facilidade de acesso às instalações, já que as placas podem ser removidas individualmente, permitindo manutenção, alterações ou expansão da infraestrutura sem necessidade de quebrar o piso.

Além disso, o sistema é compatível com diversos tipos de acabamento, incluindo: carpete em placas, porcelanato, granito, piso vinílico, revestimentos sustentáveis produzidos com materiais recicláveis. Essa versatilidade permite que o piso elevado atenda tanto requisitos técnicos quanto estéticos.

Vantagens associadas ao sistema de pisos elevados

A adoção do piso elevado oferece benefícios diretos em termos de produtividade, manutenção e flexibilidade operacional. Entre as principais vantagens, destacam-se:

  • Instalação rápida e com menor geração de resíduos, contribuindo para maior eficiência no canteiro;
  • Facilidade de adaptação a mudanças de layout, sem necessidade de intervenções estruturais;
  • Organização das instalações prediais, melhorando a gestão e manutenção da infraestrutura;
  • Correção de irregularidades no contrapiso, garantindo nivelamento adequado da superfície;
  • Facilidade de manutenção, reduzindo custos operacionais ao longo do ciclo de vida do edifício;
  • Possibilidade de integração com sistemas de climatização insuflada, melhorando o desempenho térmico e energético.

Essas características tornam o piso elevado especialmente relevante em ambientes com alta densidade tecnológica, como escritórios corporativos, data centers e edifícios inteligentes.

Tipos de piso elevado

Existem diferentes tecnologias disponíveis no mercado, cada uma com características específicas de desempenho, aplicação e custo.

Os principais tipos incluem:

  • sistemas com estrutura metálica e placas removíveis;
  • sistemas monolíticos moldados no local;
  • sistemas com suportes telescópicos ajustáveis;
  • soluções com placas apoiadas diretamente sobre pedestais técnicos.

Nos ambientes corporativos, os sistemas removíveis são os mais utilizados, devido à sua flexibilidade e facilidade de manutenção.

Além disso, soluções mais modernas utilizam materiais leves e de alta resistência, que permitem velocidades de instalação superiores a 300 m² por dia, contribuindo para a redução do prazo global da obra.

Como especificar piso elevado

A especificação do piso elevado deve considerar requisitos técnicos que garantam o desempenho e a durabilidade do sistema.

Um dos principais fatores é a altura do vão técnico, que deve ser definida conforme o volume de cabos e tubulações que serão acomodados.

Também é essencial avaliar a capacidade de carga do sistema, considerando equipamentos, mobiliário e circulação de pessoas.

Outro aspecto crítico é o planejamento das instalações ainda na fase de projeto, garantindo organização adequada e evitando retrabalho durante a execução.

O sistema também deve atender às normas técnicas vigentes, como a ABNT NBR 15575, que estabelece critérios de desempenho para edificações.

Piso elevado para áreas externas

O piso elevado também pode ser utilizado em varandas, terraços e áreas externas, onde facilita a passagem e manutenção de sistemas hidráulicos e de drenagem.

Nessas aplicações, o sistema contribui para:

  • Facilitar o acesso às instalações
  • Reduzir cargas estruturais
  • Melhorar o escoamento da água
  • Reduzir riscos de infiltração e patologias construtivas

Além disso, o sistema permite manter o nivelamento da superfície mesmo em áreas com desníveis estruturais.

Tipos de piso elevado para áreas externas

Os sistemas mais utilizados em áreas externas utilizam pedestais de polipropileno ajustáveis, que suportam revestimentos como granito, porcelanato ou placas específicas para ambientes externos.

Soluções mais recentes permitem utilizar o espaço sob o piso elevado para captação e reaproveitamento de água da chuva, contribuindo para estratégias de sustentabilidade e eficiência hídrica.

Piso elevado como solução para eficiência e flexibilidade das edificações

O piso elevado é uma solução que contribui diretamente para aumentar a flexibilidade, eficiência operacional e durabilidade das edificações. Ao facilitar o acesso às instalações e permitir adaptações futuras, o sistema reduz custos de manutenção e aumenta a eficiência da infraestrutura predial.

Em um cenário onde os empreendimentos estão cada vez mais conectados e dependentes de infraestrutura tecnológica, o uso de soluções que melhoram o controle e a gestão das edificações se torna essencial.

Nesse contexto, o uso de plataformas integradas como o ecossistema Sienge permite centralizar informações técnicas, melhorar o controle dos projetos e aumentar a eficiência na gestão do ciclo de vida dos empreendimentos.

Roberta Chicoli da Construmarket
Roberta Chicoli da Construmarket

Profissional com mais de 20 anos de experiência na digitalização da construção civil, atua como Diretora da Unidade de Projetos e Obras na Construmarket, empresa do Ecossistema Sienge. Lidera as áreas de Comercial, Produto e Sucesso do Cliente com foco em crescimento sustentável e excelência na jornada do cliente. Reconhecida por sua habilidade em integrar equipes e estratégias, tem gerado resultados expressivos em receita, retenção e competitividade, sempre com uma abordagem colaborativa, orientada por dados e impulsionada pela inovação.