• O Panorama de Consumo de Materiais de Construção é uma leitura prática do ritmo das obras no Brasil, baseada em dados reais de execução
  • A análise considera dados de compra de materiais por construtoras e incorporadoras, permitindo observar o avanço das obras e mudanças no padrão de consumo
  • Desenvolvido pelo Sienge em parceria com a ABRAMAT, o material oferece uma visão complementar aos indicadores oficiais, ajudando a prever e planejar de forma mais eficaz no setor da Construção Civil.

O Panorama de Consumo de Materiais de Construção é uma leitura prática do ritmo das obras no Brasil, baseada em dados reais de execução. 

Em um setor onde decisões de produção, logística e abastecimento dependem de timing, acompanhar o comportamento real de consumo se torna essencial para reduzir incertezas e apoiar o planejamento.

Com base em dados mensais da execução das obras, o Panorama permite observar como os empreendimentos avançam ao longo do ciclo construtivo, a partir das compras realizadas por construtoras e incorporadoras. Essa leitura ajuda a entender movimentos de aceleração, concentração em fases finais e mudanças no padrão de consumo do setor.

Desenvolvido pelo Sienge em parceria com a ABRAMAT, o material consolida informações operacionais em uma visão contínua do mercado, apoiando decisões mais alinhadas à dinâmica real da Construção Civil.

Neste artigo, você vai entender mais sobre as perspectivas do Panorama de consumo de materiais de construção e como fazer para utilizar essas informações para acelerar a previsibilidade nas suas obras. Vamos lá? 

O que é o Panorama de Consumo de Materiais de Construção?

O Panorama de Consumo de Materiais de Construção é um material de inteligência de mercado que acompanha, de forma contínua, o comportamento de compra de materiais por construtoras e incorporadoras ao longo do ciclo das obras. Seu objetivo é oferecer uma visão clara e prática sobre o ritmo da Construção Civil, a partir de dados diretamente relacionados à execução dos empreendimentos.

A análise considera dados anonimizados de 3 milhões de NFes por ano, com 8 milhões de itens, em uma base fixa de 1.073 empresas da construção que utilizam o Sienge Plataforma, principalmente construtoras e incorporadoras.
A análise considera dados anonimizados de 3 milhões de NFes por ano, com 8 milhões de itens, em uma base fixa de 1.073 empresas da construção que utilizam o Sienge Plataforma, principalmente construtoras e incorporadoras.

A leitura oferecida pelo Panorama permite identificar em que fase do ciclo construtivo o setor se encontra, observando a evolução do consumo entre diferentes grupos de materiais.

Ao analisar materiais de base e de acabamento, o Panorama ajuda a entender movimentos de avanço das obras, concentração de atividades em determinadas etapas e mudanças no ritmo de execução ao longo do tempo.

Esse tipo de leitura se diferencia dos indicadores oficiais tradicionais, que costumam apresentar uma visão mais ampla e defasada do mercado, baseada em pesquisas declaratórias ou dados macroeconômicos.

O Panorama, por sua vez, se apoia em uma leitura operacional baseada em dados reais, gerados no dia a dia das obras, refletindo decisões efetivas de compra e execução.

Com isso, o material se posiciona como uma fonte complementar aos indicadores oficiais, oferecendo uma visão mais próxima da realidade do canteiro e apoiando análises estratégicas com maior aderência ao comportamento atual do setor.

O desafio da previsibilidade em um setor com obras mais rápidas

Os dados recentes do Panorama de Consumo de Materiais de Construção por Construtoras e Incorporadoras mostram uma mudança objetiva no ritmo da Construção Civil brasileira. 

Entre janeiro de 2023 e julho de 2025, as compras de materiais de acabamento cresceram 102%, enquanto os materiais de base avançaram 68% no mesmo período. A diferença entre esses movimentos revela empreendimentos alcançando as fases finais com maior agilidade e intervalos mais curtos.

A pesquisa também mostra que a participação dos materiais de acabamento no total das compras, que chegou a 29%, foi acima da média histórica entre 23% e 26%. Embora os materiais de base ainda concentrem a maior parcela do valor gasto, a aceleração dos acabamentos indica uma dinâmica mais intensa nas etapas finais das obras, com impacto direto sobre prazos, logística e abastecimento.

Essa leitura se confirma ao observar o comportamento de obras individuais, como o empreendimento de alto padrão utilizado na pesquisa para ilustrar essa situação. 

Iniciado em 2022, 97% das compras iniciais foram direcionadas a materiais básicos. A partir do fim de 2023, os acabamentos passaram a representar mais de 50% das aquisições, sinalizando a transição clara para fases mais maduras do ciclo construtivo.

Segundo Gabriela Torres, gerente de inteligência estratégica do Sienge, os dados refletem um setor em transformação, com mais integração entre etapas, uso crescente de tecnologia e métodos industrializados. 

Para a indústria de materiais de construção, esse comportamento reforça a importância da previsibilidade, já que ciclos mais concentrados e mudanças rápidas no padrão de consumo exigem planejamento de produção e distribuição baseados em dados reais e contínuos.

Segundo Paulo Engler, presidente da ABRAMAT a previsão para 2026 é de um avanço ainda mais significativo na eficiência do setor. Segundo ele, “a evolução das práticas de industrialização e a crescente adoção de soluções sustentáveis devem impactar diretamente o consumo de materiais, com os produtos de acabamento superando a marca dos 30% de participação nas compras totais”.

Como o panorama é construído: dados reais da execução das obras

Para compreender o valor do Panorama de Consumo de Materiais de Construção, é importante entender como ele é estruturado e que tipo de dado sustenta suas análises. A proposta é oferecer uma leitura clara e objetiva sobre o comportamento do setor, com foco em conceitos e contexto, sem entrar em análises individuais ou comparações pontuais entre empresas.

O Panorama é construído a partir de dados operacionais reais gerados no dia a dia das obras, provenientes de uma base fixa com mais de 1.000 empresas da indústria da construção, entre construtoras e incorporadoras. Esses dados refletem decisões efetivas de compra e execução, registradas diretamente nos sistemas de gestão utilizados nos canteiros.

As informações são tratadas de forma agregada e anonimizada, assegurando confidencialidade e consistência estatística. O objetivo não é avaliar a performance de empresas específicas, mas identificar padrões de consumo e comportamento do setor ao longo do tempo.

A manutenção de uma base estável permite observar tendências estruturais, mudanças de ritmo e movimentos recorrentes da Construção Civil. É justamente essa consistência que transforma o Panorama em uma referência atual para análises comparáveis, apoiando decisões estratégicas baseadas em dados reais da execução das obras.

O que o consumo de materiais revela sobre o ciclo da construção?

O comportamento de consumo de materiais funciona como um indicador direto do estágio das obras dentro do ciclo da Construção Civil. Se você observar quais grupos de materiais concentram as compras em determinado período, é possível interpretar com mais precisão em que fase os empreendimentos se encontram e como o setor evolui ao longo do tempo.

De forma geral, a leitura do ciclo da construção a partir do consumo de materiais pode ser interpretada da seguinte maneira:

  • Materiais de base, como cimento, argamassa, blocos e itens estruturais, estão fortemente associados às fases iniciais da obra, quando fundações, estrutura e sistemas construtivos principais estão em execução.
  • Materiais de acabamento, como revestimentos, tintas, louças, metais e esquadrias, tendem a ganhar maior participação nas fases mais maduras, próximas à finalização e à entrega dos empreendimentos.

Essa leitura permite entender o avanço dos empreendimentos de forma prática. Um aumento consistente na participação dos materiais de acabamento indica que um volume maior de obras está concentrado nas etapas finais, enquanto um crescimento mais intenso dos materiais de base sugere início ou retomada de novos projetos.

Além disso, o acompanhamento contínuo desses movimentos ajuda a interpretar o ritmo de entregas e os sinais de aceleração ou desaceleração do setor. Mudanças na composição do consumo ao longo do tempo revelam variações no cronograma das obras e oferecem subsídios relevantes para análises estratégicas da indústria, fornecedores e fabricantes que dependem de previsibilidade para planejar produção e abastecimento.

A parceria Sienge e ABRAMAT

A parceria entre o Ecossistema Sienge e a ABRAMAT consolida uma iniciativa estratégica que amplia a qualidade e a confiabilidade das informações sobre a Construção Civil. 

De um lado, o Ecossistema Sienge contribui com uma base bem robusta de dados reais da execução das obras, gerados a partir do uso de sistemas de gestão que são amplamente adotados por construtoras e incorporadoras em todo o país.

Do outro, a ABRAMAT exerce um papel institucional fundamental como representante da indústria de materiais de construção, conectando fabricantes e fornecedores às principais discussões estratégicas do setor. Essa atuação em conjunto faz com que a leitura dos dados dialogue diretamente com as necessidades da indústria, apoiando decisões relacionadas à produção, logística e posicionamento de mercado.

A união dessas competências amplia a visão sobre o ciclo da construção e fortalece a conexão entre construtoras, incorporadoras e fornecedores, criando uma linguagem comum baseada em dados operacionais e comportamento real das obras. Como você pode imaginar, esse alinhamento já tem contribuído para uma cadeia mais integrada, com maior capacidade de planejamento e antecipação de movimentos do mercado.

Disponibilizando essas informações consistentes e recorrentes para o mercado da Construção Civil, a parceria reforça o compromisso com decisões baseadas em dados reais, que trazem mais previsibilidade e maturidade para todo o setor.

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