• A Feicon 2026 reuniu os maiores players da construção civil brasileira em São Paulo, com lançamentos de produtos e palestras técnicas.
  • Planejamento antes de entrar no evento é essencial para aproveitar as oportunidades e definir objetivos claros.
  • Novidades como carregadores para veículos elétricos, tapume ecológico, lixamento sem pó e medição laser foram destaque na Feicon 2026.

A Feicon 2026 aconteceu entre os dias 07 e 10 de abril, no São Paulo Expo, em São Paulo, e mais uma vez reuniu os maiores players da construção civil brasileira. Lançamentos de produtos, palestras técnicas, debates sobre tecnologia e gestão, e uma densidade de oportunidades que exige planejamento para ser bem aproveitada.

O Sienge esteve presente acompanhando as tendências e novidades com foco no que realmente importa para quem gerencia obras: impacto em custo, produtividade e controle. Este artigo é um resumo estratégico do que aconteceu, filtrado pelo olhar de quem vive o canteiro.

Planejamento antes de entrar: por que isso define o que você leva pra casa

A Feicon é tão grande que, sem um objetivo claro, você sai exausto e sem nada acionável. Quem foi a edição 2026 bem planejado relata que a estratégia certa é simples: antes de entrar, defina as duas ou três frentes que mais impactam o seu trabalho hoje — e use o mapa do evento para montar um roteiro.

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Para quem tem foco em gestão de obras e controle de custos, o caminho passa pelos stands de insumos inovadores, pelos fornecedores de tecnologia de gestão e pela área de conteúdo da Feicon Conference. Para quem quer atualização em novidades de materiais e sistemas construtivos, os corredores de fabricantes são o coração do evento.

Na edição 2026, para ter referência: quem tentou ver tudo sem planejamento acumulou mais de 20 mil passos por dia e saiu sem aprofundamento em nada. Quem foi com objetivo definido saiu com ações concretas. A diferença está no filtro.

Abaixo separamos as principais novidades em produtos e insumos da Feicon 2026 e o impacto direto deles na gestão de custos na obra.

Novidades em produtos e insumos: o que chamou atenção no canteiro

Carregadores para veículos elétricos em condomínios

Uma das novidades mais comentadas foi o lançamento da linha completa de carregadores elétricos da Soprano. Quatro modelos — do portátil de entrada até o Pro nas versões de 7,4 kW (monofásico) e 22 kW (trifásico) —, com foco claro no uso compartilhado em condomínios residenciais e comerciais.

O modelo Pro inclui balanceamento de carga (essencial para prédios com capacidade elétrica limitada) e suporte a pagamento via cartão de crédito, funcionando como um eletroposto dentro do empreendimento. Para quem projeta hoje, infraestrutura para recarga elétrica deixou de ser opcional.

Tapume ecológico: sustentabilidade que cabe no orçamento

A Onduline apresentou seu tapume ecológico — fabricado com fibra vegetal e betume, já pintado em verde padrão, sem necessidade de pintura adicional em obra. O diferencial competitivo está na reutilização: o produto suporta até cinco usos sem perda de integridade, o que dilui o custo por obra de forma significativa. Não amassa, não descasca e aguenta exposição prolongada à água.

Lixamento sem pó: saúde do trabalhador e qualidade de serviço

A Norton trouxe demonstração prática do sistema Mesh Power — lixa telada com microperforações integrada a uma central de aspiração, que captura toda a poeira do lixamento de paredes. Impacto duplo: obra mais limpa para o cliente final e redução real da exposição à poeira para o trabalhador, um risco de saúde crônico e subestimado no setor.

Medição laser e Selo Inovação Varejo 2026

O Grupo Âncora demonstrou medidoras laser, reforçando a substituição de ferramentas analógicas por equipamentos de maior precisão. A feira também contou com um espaço dedicado ao Selo Inovação Varejo 2026 — totens interativos com os produtos concorrentes ao prêmio, de plugues industriais a discos removedores. Um bom termômetro do que o mercado considera inovador este ano.

Tecnologia de gestão: a jornada da construção digitalizada

O Sienge na Feicon 2026: ecossistema de ponta a ponta

O stand do Sienge foi um dos mais movimentados da edição, com demonstrações ao vivo do ecossistema organizado por etapa da jornada construtiva. A estrutura apresentada cobria desde a pré-obra até o pós-obra — e o que chama atenção não é a extensão do portfólio, mas a lógica de continuidade entre as etapas.

Na pré-obra, o foco está no estudo de viabilidade do empreendimento: com base em dados de estrutura, região e perfil de demanda, o construtor ou incorporador consegue avaliar se o investimento faz sentido antes de comprometer capital. Esse tipo de análise, que antes dependia de consultoria externa ou planilhas manuais, passa a ser parte do processo interno com dados estruturados.

Na execução, o controle físico-financeiro integrado — orçamento, cronograma, medição e custo real — permite fechar o ciclo entre o que foi planejado e o que está sendo gasto. A integração com BIM adiciona a dimensão visual e espacial ao controle, reduzindo a dependência de relatórios de campo para identificar desvios.

No pós-obra, o fluxo vai até assinatura de contratos e gestão jurídica — o que é relevante para construtoras que também fazem incorporação e têm volume de contratos com clientes finais.

O destaque da edição 2026 foi a inteligência artificial integrada em múltiplos pontos do ecossistema: no Construmanager (gestão de projetos), nos módulos de orçamento e custos, e em outros produtos do grupo. A IA não aparece como funcionalidade isolada, mas como camada transversal — o que é a diferença entre IA como marketing e IA como produto.

Inteligência artificial: o tema que dominou as palestras

A Feicon Conference — área de conteúdo com três palcos simultâneos — teve IA como um dos temas mais presentes. A palestra de Cristiano Gregório trouxe um framework prático: mapear a necessidade real → testar → aplicar. Sem atalhos e sem hype.

O painel de encerramento, com representantes de empresas como Quinto Andar e outros players do setor, confirmou o que se discutia nos corredores: a IA na construção não é mais questão de “se”, mas de “como” e “quando”. Os pontos que mais repercutiram foram:

O profissional que domina IA vai substituir quem não domina — não a tecnologia em si. As aplicações práticas já em uso incluem previsão de atrasos, otimização de cronogramas, simulações de custo e identificação de riscos com base em histórico de obras. E o maior erro continua sendo tentar implementar IA sem clareza sobre o problema que se quer resolver.

💡 Veja também: Inteligência artificial na Construção Civil: tendências de digitalização para o setor

O que a Feicon 2026 reforçou sobre o setor

Cinco temas ficaram evidentes como vetores que estão moldando a construção civil nos próximos anos:

  • Sustentabilidade com viabilidade econômica: o mercado quer produtos que entregam resultado ambiental sem comprometer a margem. O tapume da Onduline é um exemplo concreto.
  • Infraestrutura elétrica como padrão de projeto: recarga de veículos elétricos virou requisito, não diferencial.
  • Saúde do trabalhador como variável de produtividade: bem-estar no canteiro e eficiência operacional andam juntos.
  • Dados e gestão integrada como base para crédito: empresas com governança sólida e processos auditáveis têm vantagem real na captação de recursos.
  • IA como ferramenta, não como mágica: o setor está amadurecendo essa conversa, e o próximo passo é implementação criteriosa.

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Conclusão

A Feicon 2026 não trouxe uma revolução única e pontual — trouxe um conjunto de sinais convergentes de que a construção civil está em processo acelerado de profissionalização. Produtos mais eficientes, tecnologia de gestão mais madura, IA saindo do discurso para a prática e um mercado que está começando a cobrar dados e governança como condição, não como diferencial.

Para o engenheiro e gestor de obras, o takeaway é direto: as decisões que você toma hoje sobre sistemas, processos e infraestrutura de projeto vão definir sua posição competitiva nos próximos dois anos. Não precisa adotar tudo de uma vez — mas precisa ter clareza sobre o que está deixando para trás.

O Sienge acompanhou a Feicon 2026 com esse olhar e segue trazendo conteúdo para ajudar construtoras e incorporadoras a tomar decisões melhores, com mais dados e menos achismo.

A próxima edição está marcada: Feicon 2027, 07 a 10 de abril, São Paulo Expo. Nos vemos lá?

Sienge Plataforma: ERP para construtoras
Assuntos: Ecossistema Eventos
Guilherme Quandt do Sienge
Guilherme Quandt do Sienge

Administrador e profissional de Marketing, possui mais de 20 anos de carreira, fazendo a diferença tanto em startups como multinacionais e apoiando o crescimento de negócios através de vasta experiência em Planejamento Estratégico, Marketing, Comunicação, Relações Públicas, Branding e Data. Atualmente, é membro dos Conselhos de Administração da Agger e da Construmarket, Diretor de Estratégia e Marketing do Ecossistema Sienge e Diretor de Marketing da Starian.