• Inovação não é o mesmo que tecnologia
  • Inovação pode ocorrer em diferentes áreas, como gestão e relacionamentos
  • Gestão de riscos na construção civil pode ser melhorada com inovação, sem necessidade de muita tecnologia

Eu fui picado pelo mosquito da inovação, embora eu não seja uma pessoa adepta de aparelhagem tecnológica em minha vida cotidiana.

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Inovação X Tecnologia

Muita gente confunde inovação com tecnologia, mas esses dois conceitos não são necessariamente idênticos. Inovação vem de novo, não necessariamente envolvendo óculos de realidade aumentada (que eu conheci no jogo do Pokémon de meu filho), drones, chips ou robôs.
Pode-se ter inovação em métodos de gestão, em arranjo de escritório, em operação de canteiro de obras e até no relacionamento pessoal numa construtora, por exemplo.
Tenho pesquisado e acompanhado temas de inovação. Como o pensamento atrai a materialização do desejo — eu acredito ferreamente nisto —, participei de um trabalho que a Deloitte fez e que resultou no inspirador relatório A Nova Era dos Projetos de Capital.
Vou logo à cereja do bolo, um quadro que sumariza ações de inovação no mundo da construção civil — projetos de capital são iniciativas que requerem polpudos investimentos para construir, ampliar ou aprimorar algum ativo de infraestrutura (uma estrada, uma fábrica, uma estação de tratamento de água, por exemplo) e que exigem grande esforço de orçamento e planejamento:

Gestão de riscos

Hoje eu vou abordar apenas um item: gestão de riscos. Há muitas empresas que têm obras simultâneas de linhas de transmissão. Em cada obra, um tipo de controle de produção diferente (quando há…), um diário de obra diferente e distintos desempenhos (liberação fundiária, produtividade, absenteísmo, desperdício, reclamações contratuais, etc.).
O que constato atônito é que essa massa de dados escorre por entre os dedos. Há anotações que ficam na agenda manchada de café do engenheiro, controles visuais unilaterais, diários de obra amadorísticos e, em decorrência disso tudo, falta uma compreensão gerencial global dos riscos do empreendimento quanto ao cumprimento de prazos e estouro de custos.
Não precisa de tecnologia de foguete para se criar um painel que mostre todas as torres, com a duração individual de cada serviço (fundação, montagem, lançamento de cabo) e um diagrama de desempenho. Com essa engenharia de inovação, aumenta-se MUITO a blindagem da obra. E olhe que nem é preciso comprar tanto aparato tecnológico assim…


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Assuntos: Autoconstrucao Inovação em Projetos de Capital e Infraestrutura
Cristiano Gregorius do Sienge
Cristiano Gregorius do Sienge

Executivo com formações em Administração e Tecnologia. Atua há mais de 25 anos no segmento de TI, em operações no Brasil e na América Latina. Atualmente, é Diretor Executivo da Starian Indústria da Construção, responsável pelo Ecossistema Sienge, que integra a cadeia da construção de ponta a ponta com soluções especialistas. Sua expertise contribui para o fortalecimento da proposta de negócio da empresa para a integração de toda a cadeia da construção, com o objetivo de potencializar resultados para construtoras e incorporadoras, garantindo maior previsibilidade e eficiência operacional.