Em 2026, a Construção Civil enfrenta uma combinação de fatores que tem aumentado a pressão sobre a rentabilidade das construtoras. O custo dos insumos voltou a acelerar, a mão de obra segue mais cara, os juros continuam elevados e novas discussões, como os impactos da Reforma Tributária, têm ampliado as incertezas para o setor.

É um conjunto de pressões que não ocorria desde 2022, pelo menos não com essa intensidade. Ao mesmo tempo, outro movimento ganha força.

A adoção de inteligência artificial na Construção Civil mais que dobrou em apenas dois anos, sinalizando que uma parcela crescente do mercado já busca formas de aumentar a eficiência operacional para enfrentar esse contexto.

Esse contraste evidencia um desafio importante: enquanto os custos continuam avançando, a produtividade da Construção Civil mantém um ritmo historicamente baixo. O resultado é uma compressão gradual das margens, que não está ligada a um evento isolado ou temporário, mas a um problema estrutural da operação.

Por isso, ficar dependendo exclusivamente do repasse de custos ou aguardar uma melhora das condições econômicas acaba limitando as alternativas disponíveis.

As construtoras que revisam seus processos e incorporam novas tecnologias conseguem responder com mais agilidade a essas pressões, enquanto quem adia essa transformação corre o risco de perder competitividade.

O que está pressionando o custo das obras em 2026

A pressão sobre os custos das obras em 2026 não tem uma única origem. Ela resulta da combinação de fatores que afetam diferentes etapas do empreendimento e acabam reduzindo a capacidade das construtoras de preservar suas margens.

Entre os principais pontos, estão:

  • Insumos em alta: o Índice de Confiança da Construção (ICST), da CBIC, registrou 68,4 pontos no primeiro trimestre de 2026, o maior patamar desde o segundo trimestre de 2022. Materiais como PVC acumulam alta de 35%, enquanto o cimento avançou 15% e os vergalhões de aço, 13%. O INCC também acelerou, passando de 0,36% para 1,04% em abril.
  • Mão de obra mais cara: o custo da mão de obra cresceu 8,82% nos 12 meses encerrados em março de 2026, segundo a CBIC. Além disso, a proposta de alteração da escala 6×1 pode acrescentar até 10% ao custo de empreendimentos enquadrados no Minha Casa, Minha Vida, caso seja aprovada.
  • Elevação do custo médio da construção: dados do SINAPI/IBGE mostram que o custo médio da Construção Civil fechou 2025 em R$ 1.872,24 por metro quadrado, uma alta de R$ 99,04 em relação ao ano anterior.
  • Juros elevados e Reforma Tributária: o custo do crédito continua pressionando novos investimentos, enquanto a adaptação às mudanças tributárias amplia o nível de atenção das empresas sobre planejamento financeiro, tributação e precificação.

Esse conjunto de fatores levou a CBIC a revisar a expectativa de crescimento da Construção Civil em 2026, reduzindo a projeção de 2% para 1,2%. Com um ambiente de custos mais desafiador, encontrar espaço para preservar a margem exige estratégias que vão além do reajuste dos preços de venda.

Por que repassar custo ao comprador tem limite

Repassar o aumento dos custos ao preço final faz parte da dinâmica do mercado imobiliário, mas essa estratégia nem sempre dá certo. Em um contexto de juros elevados e maior seletividade dos compradores, cada reajuste influencia o poder de compra e pode reduzir a velocidade de vendas, especialmente nos segmentos médio e econômico.

Quando o preço se distancia da capacidade de pagamento do público-alvo, o impacto vai além da comercialização. O ciclo de vendas tende a se alongar, o estoque pode permanecer disponível por mais tempo e, por fim, o planejamento financeiro do empreendimento fica mais pressionado.

Além disso, outro fator que merece atenção é o distrato. Embora diferentes fatores possam levar um cliente a desistir da compra, um preço final elevado amplia consideravelmente esse risco em determinados cenários. O resultado é um custo que nem sempre aparece na composição inicial da obra, mas que afeta o fluxo de caixa e a rentabilidade do empreendimento.

Por isso, chega um momento em que o repasse deixa de oferecer espaço para compensar novas altas de custos. Quando esse limite é alcançado, a principal oportunidade para preservar margem está na operação: procurando meios para reduzir desperdícios, aumentar a produtividade e quem sabe tornar os processos mais eficientes.

O problema estrutural de produtividade

A verdade é que a pressão sobre as margens não está ligada apenas ao aumento dos custos. Há um desafio histórico que acompanha a Construção Civil há décadas: a baixa evolução da produtividade.

Entre 2000 e 2022, o setor registrou crescimento médio de apenas 0,4% ao ano, enquanto a economia global avançou cerca de 2% no mesmo período. Essa diferença revela uma lacuna que tende a ganhar ainda mais peso nos próximos anos.

As projeções reforçam esse cenário. Os gastos globais com Construção Civil devem crescer de US$ 13 trilhões para US$ 22 trilhões até 2040. Com um volume cada vez maior de investimentos, as empresas que mantiverem processos pouco eficientes terão mais dificuldade para preservar rentabilidade e acompanhar o ritmo do mercado.

Esse problema costuma estar relacionado à forma como as obras são planejadas e gerenciadas. Cronogramas elaborados manualmente, replanejamentos frequentes, pouca visibilidade das atividades de curto prazo, reuniões operacionais com baixo aproveitamento e decisões tomadas sem dados estruturados são pontos que reduzem a eficiência da operação, fazendo com que o aumento da produtividade continue sendo um dos maiores desafios da Construção Civil.

A IA está mudando o planejamento de obras, e rápido

Enquanto a produtividade da Construção Civil avança lentamente, a adoção de inteligência artificial cresce em ritmo acelerado. Segundo o Termômetro Falconi 2025, o uso da tecnologia no setor saltou de 15% em 2023 para 38% em 2025, indicando que um número cada vez maior de empresas já incorpora IA em seus processos.

Esse movimento está ligado aos resultados obtidos. Empresas com maior maturidade na adoção de inteligência artificial registram ganhos de até 15% em produtividade e reduzem em até 30% o tempo dedicado a atividades operacionais. Em um contexto de margens pressionadas, esses indicadores representam uma vantagem competitiva relevante.

Existe também um fator estratégico. Como a maior parte do mercado ainda está em fase de adoção, as construtoras que começam esse processo agora conseguem capturar ganhos antes que o uso da IA se torne uma prática amplamente difundida. Com o avanço da tecnologia no setor, essa diferença tende a diminuir.

No planejamento de obras, a aplicação da IA reduz atividades repetitivas e acelera etapas que antes dependiam de horas de trabalho manual. Cronogramas podem ser gerados em minutos, desvios são identificados automaticamente e o acompanhamento das atividades de curto prazo ganha mais visibilidade, reduzindo a necessidade de reuniões operacionais para consolidar informações.

Prevision: planejamento de obras com IA

Como vimos até aqui, reduzir os impactos da pressão de custos exige ganhos consistentes de eficiência operacional. Ao mesmo tempo, acompanhar a evolução tecnológica do setor é o que permite incorporar práticas que já geram resultados em construtoras com maior maturidade digital.

Pensando nisso, o Planejamento com IA do Prevision reúne essas duas frentes em uma solução desenvolvida especificamente para a realidade da Construção Civil.

A inteligência artificial do Prevision foi treinada com conhecimento vasto e específico de obras. Ela considera tipologia construtiva, sistema construtivo e o histórico de projetos reais para apoiar a elaboração do planejamento de forma compatível com o contexto de cada empreendimento.

A experiência também foi desenvolvida para facilitar a adoção. Qualquer profissional com acesso à plataforma consegue gerar seu primeiro cronograma sem precisar escrever prompts ou depender de um especialista em IA, reduzindo a curva de aprendizado e acelerando o uso da tecnologia no dia a dia.

Além do planejamento, a inteligência artificial está presente em diferentes etapas da operação dentro do ecossistema Sienge. Ela acompanha a jornada desde a criação do cronograma até o acompanhamento da obra, passando pelo canteiro, pela análise de desvios e por interações via WhatsApp, conectando informações para apoiar decisões mais rápidas.

Conheça agora mesmo o Planejamento com IA do Prevision e veja como aplicar inteligência artificial ao planejamento de obras para aumentar a eficiência operacional da sua construtora.

Quem espera a pressão passar vai competir com quem já se adaptou a ela

O contexto vivido pela Construção Civil em 2026 vai além de um período de instabilidade econômica. A combinação entre custos elevados e baixa produtividade reforça um desafio que é estrutural para as construtoras, enquanto a rápida expansão da inteligência artificial abre uma oportunidade de transformação que ainda favorece quem age primeiro.

Nesse cenário, preservar margem depende cada vez menos de fatores externos e cada vez mais da capacidade de operar com eficiência. Empresas que utilizam dados para planejar melhor, reduzir retrabalho e acelerar decisões conseguem responder com mais rapidez às pressões do mercado.

À medida que a adoção da IA avança, a vantagem competitiva tende a ficar menor para quem adia esse movimento. Construtoras que combinam eficiência operacional com inteligência artificial chegam aos próximos ciclos mais preparadas para lidar com custos e aumentar a produtividade em um mercado cada vez mais exigente.

Conheça o Planejamento com IA do Prevision e veja como sua construtora pode começar a capturar essa vantagem antes que a janela de diferenciação se feche.

Perguntas frequentes sobre pressão de custos e produtividade na construção

Por que os custos da construção estão subindo em 2026?

A alta combina insumos em aceleração (PVC, cimento e vergalhões), mão de obra mais cara, juros elevados e o custo médio do metro quadrado em elevação segundo o SINAPI/IBGE, um conjunto de pressões que não ocorria com essa intensidade desde 2022.

Por que repassar custos ao preço de venda não resolve o problema da margem?

Porque o repasse tem limite: quando o preço se distancia da capacidade de pagamento do comprador, o ciclo de vendas se alonga, o estoque demora mais para escoar e o risco de distrato aumenta, pressionando o fluxo de caixa do empreendimento.

Qual o problema estrutural de produtividade na Construção Civil?

Entre 2000 e 2022, a produtividade do setor cresceu em média apenas 0,4% ao ano, contra cerca de 2% da economia global no mesmo período, uma lacuna ligada a cronogramas manuais, replanejamentos frequentes e decisões tomadas sem dados estruturados.

Como a inteligência artificial está sendo adotada na construção civil?

Segundo o Termômetro Falconi 2025, o uso de IA no setor saltou de 15% em 2023 para 38% em 2025. Empresas com maior maturidade na adoção registram ganhos de até 15% em produtividade e reduzem em até 30% o tempo dedicado a atividades operacionais.

Qual o melhor software de planejamento de obras com IA para construtoras?

O Prevision reúne o Planejamento com IA desenvolvido especificamente para a Construção Civil, considerando tipologia construtiva, sistema construtivo e histórico de projetos reais para gerar cronogramas sem exigir conhecimento técnico em inteligência artificial.

Demonstração prevision - Planejamento de obras
Assuntos: Gestão de Custos e Prazos em Obras Prevision
Izadora Scariot da Prevision
Izadora Scariot da Prevision

Engenheira Civil formada pela Universidade Federal de Santa Catarina, possui MBA em gerenciamento de obras e é apaixonada por tecnologia e planejamento de obras. Trabalhou durante 6 anos em obras residenciais e comerciais com planejamento e acompanhamento de custos. Atua como gerente executiva de Produto Prevision, solução do Ecossistema Sienge. Com mais de 10 anos de atuação no setor da construção civil, tem como missão impactar positivamente o setor através da tecnologia para gestão de obras.