• Mercer divulgou ranking das melhores cidades para se viver com base em fatores como infraestrutura e mobilidade urbana
  • Cidades europeias e da Oceania lideram o ranking, com destaque para Viena, Auckland e Sydney
  • Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo estão entre as melhores cidades das Américas, com Buenos Aires sendo a melhor da América do Sul e Central.

Qualidade de vida urbana é um dos principais fatores que influenciam a decisão de compra de um imóvel, a atração de talentos por empresas e o planejamento de empreendimentos residenciais. Cidades com boa infraestrutura, mobilidade funcional, baixo índice de criminalidade e serviços públicos eficientes geram demanda imobiliária mais estável e valorização de longo prazo.

A Mercer, consultoria global especializada em gestão de talentos e mobilidade internacional, divulgou em dezembro de 2024 a edição mais recente do seu ranking de qualidade de vida urbana, avaliando 241 cidades em todo o mundo.

Como funciona o ranking Mercer de qualidade de vida

A pesquisa Mercer de Qualidade de Vida é conduzida anualmente para ajudar empresas multinacionais a definir pacotes de remuneração justos para colaboradores em transferências internacionais. Ela avalia as condições práticas do cotidiano de profissionais expatriados e suas famílias em cada cidade pesquisada.

Sienge Demonstração

A metodologia considera 39 fatores agrupados em dez categorias:

  1. Ambiente político e social — estabilidade política, índices de criminalidade, eficácia no cumprimento de leis.
  2. Ambiente econômico — regulamentações cambiais, serviços bancários e acesso a crédito.
  3. Ambiente sociocultural — liberdades individuais, diversidade e restrições culturais.
  4. Saúde e vigilância sanitária — qualidade dos serviços médicos, saneamento, controle de doenças infecciosas e qualidade do ar.
  5. Escolas e educação — padrão e disponibilidade de escolas, incluindo instituições internacionais.
  6. Serviços e transporte público — eficiência de eletricidade, abastecimento de água, mobilidade urbana e congestionamento.
  7. Recreação — oferta de restaurantes, cultura, esportes e lazer.
  8. Bens de consumo — disponibilidade de alimentos e produtos do dia a dia.
  9. Moradia — custo e qualidade habitacional, serviços de manutenção.
  10. Ambiente natural — clima, qualidade ambiental e histórico de desastres naturais.

Nova York é utilizada como cidade de referência, com pontuação-base de 100. Na edição 2024, as cidades foram comparadas com base em dados de instituições independentes, autoridades públicas e pesquisas com expatriados residentes.

Top 10 mundial: Europa domina, Suíça lidera

Na edição 2024 do ranking Mercer, a Suíça assume a posição de destaque de forma inédita: pela primeira vez desde 2009, Viena, que havia liderado por anos consecutivos, foi ultrapassada. Zurique tomou o primeiro lugar, seguida de perto por Viena em segundo e Genebra em terceiro. Oito das dez primeiras cidades estão na Europa Ocidental.

Posição 2024 Cidade País
1 Zurique Suíça
2 Viena Áustria
3 Genebra Suíça
4 Copenhague Dinamarca
5 Auckland Nova Zelândia
6 Amsterdã Holanda
7 Vancouver Canadá
7 Frankfurt Alemanha
9 Berna Suíça
10 Basileia Suíça

A Suíça é a grande protagonista da edição 2024, com quatro cidades no top 10 — Zurique (1º), Genebra (3º), Berna (9º) e Basileia (10º). Berna e Basileia avançaram quatro posições cada em relação ao ranking anterior, consolidando a liderança suíça.

Zurique subiu ao topo principalmente por seus serviços públicos de excelência, baixos índices de criminalidade, cena cultural vibrante e compromisso com sustentabilidade, reforçado pela expansão de conexões aéreas internacionais em 2024. O diferencial negativo da cidade é o custo de vida: Zurique figura entre as cidades mais caras do mundo, com habitação, transporte e serviços em patamar elevado.

Destaques por região

Europa Ocidental

Oito das dez primeiras posições são europeias, consolidando a Europa Ocidental como a região mais atraente para profissionais em mobilidade internacional. Além dos quatro suíços no top 10, Copenhague (4º), Amsterdã (6º) e Frankfurt (7º) completam o bloco. Madrid (47º), Barcelona (55º) e Roma (59º) aparecem em posições intermediárias, refletindo os contrastes internos da região.

Oceania

Auckland mantém o quinto lugar, liderando a Oceania. A Nova Zelândia se destaca pelo padrão de saúde, qualidade ambiental e segurança pessoal que sustentam sua posição entre as cinco melhores do mundo há anos consecutivos.

América do Norte

Vancouver (7º) segue como a cidade de maior qualidade de vida da América do Norte, pela combinação de acesso à natureza e vida urbana cosmopolita. No lado norte-americano, Boston (32º) ultrapassou San Francisco (36º) em 2024, beneficiada pela infraestrutura consolidada e abundância de espaços verdes. Nova York aparece na 45ª posição.

Ásia e Oriente Médio

Cingapura (30º) continua sendo a única cidade asiática no top 50 e lidera toda a Ásia. Dubai (83º) e Abu Dhabi (85º) representam o Oriente Médio. O contraste com Caracas (201ª) e as cidades do Iêmen e do Sudão nas últimas posições globais ilustra a amplitude do índice.

América Latina: Montevidéu na liderança regional

Posição Global Cidade País
92 Montevidéu Uruguai
95 San Juan Porto Rico
97 Buenos Aires Argentina
98 Santiago Chile
103 São Paulo Brasil
114 Rio de Janeiro Brasil
116 Cidade do México México
117 Brasília Brasil
120 Belo Horizonte Brasil
124 Bogotá Colômbia
201 Caracas Venezuela

Montevidéu (92º) mantém a liderança regional pela terceira edição consecutiva. A capital uruguaia se distingue pela estabilidade política, ambiente seguro e qualidade de serviços públicos em relação aos padrões da região. Buenos Aires (97º) e Santiago (98º) completam o pódio latino-americano.

A Cidade do México apresentou o maior avanço da região em 2024, subindo 14 posições para o 116º lugar global, reflexo de melhorias em infraestrutura urbana e serviços. Caracas (201º) segue na parte inferior do ranking global, penalizada principalmente por instabilidade econômica severa e problemas de segurança pública.

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Brasil no ranking 2024

O ranking Mercer 2024 inclui quatro cidades brasileiras, todas com posições que refletem os desafios estruturais do país em mobilidade urbana, segurança pública e qualidade do saneamento, mesmo com avanços parciais nos últimos anos.

São Paulo (103º) lidera entre as brasileiras, seguida por Rio de Janeiro (114º), Brasília (117º) e Belo Horizonte (120º). A comparação com o ranking de 2012 mostra pouco movimento: em 2012, São Paulo estava na 116ª posição — a melhora de 13 posições ao longo de doze anos reflete avanços modestos frente ao restante do mundo.

Para o mercado imobiliário brasileiro, as posições do Brasil no ranking Mercer são um dado de contexto relevante: indicam que há lacunas persistentes em qualidade urbana que empreendimentos residenciais bem localizados, com boa infraestrutura e padrão de acabamento, continuam preenchendo como proposta de valor para compradores e investidores.

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Qualidade de vida e mercado imobiliário

Para construtoras e incorporadoras, o ranking Mercer oferece uma lente útil para leitura do mercado: as categorias que ele avalia são exatamente as que influenciam a decisão de compra de imóveis — mobilidade urbana, segurança, qualidade ambiental, serviços de saúde, educação e custo habitacional.

Cidades e bairros com melhora consistente nessas métricas tendem a atrair maior demanda por moradia e a sustentar valorização imobiliária. O inverso também vale: deficiências persistentes em saneamento, transporte público e segurança pública pressionam a oferta de imóveis com diferenciais que compensem o entorno.

No Brasil, a leitura prática para o setor é que empreendimentos em localizações com boa infraestrutura urbana, próximos a equipamentos de saúde e educação de qualidade, com acesso a mobilidade e em ambientes com percepção de segurança continuam tendo proposição de valor sólida — mesmo em um contexto onde as cidades brasileiras ocupam posições intermediárias no ranking global.

A análise de viabilidade econômica de empreendimentos residenciais bem estruturada incorpora esses fatores de entorno como variáveis de precificação e de posicionamento comercial.

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O ecossistema que apoia quem constrói cidades

Qualidade de vida urbana não acontece por acaso. Ela é construída tijolo por tijolo, empreendimento por empreendimento, por construtoras e incorporadoras que planejam, executam e entregam edificações com qualidade e dentro do prazo. Cada projeto que chega ao mercado com integridade técnica e gestão eficiente contribui para o padrão urbano das cidades onde opera.

O Ecossistema Sienge existe para dar às empresas da construção civil os instrumentos de gestão necessários para construir com mais controle, menos desperdício e mais previsibilidade, do orçamento ao canteiro. São mais de 33 anos de história e mais de 9 mil clientes que usam as soluções do ecossistema para construir o Brasil com mais eficiência.

Perguntas frequentes

Com que frequência a Mercer publica o ranking de qualidade de vida?

O ranking é publicado anualmente. A edição mais recente foi divulgada em dezembro de 2024, cobrindo 241 cidades em todo o mundo. Edições anteriores permitiam a comparação de tendências, mas mudanças na metodologia e na composição da amostra ao longo dos anos tornam as comparações diretas de posição apenas aproximadas.

O ranking Mercer avalia a qualidade de vida para toda a população ou apenas para expatriados?

O foco da Mercer é a mobilidade corporativa internacional: o ranking é construído para ajudar empresas multinacionais a calcular pacotes de remuneração para profissionais em transferências internacionais. Por isso, ele privilegia fatores relevantes para esse perfil, como disponibilidade de escolas internacionais, serviços bancários e voos diretos. Isso não invalida o ranking como referência mais ampla de qualidade urbana, mas é um contexto importante para interpretar os resultados.

Por que Montevidéu lidera a América Latina?

Montevidéu se destaca na região por estabilidade política e institucional, ambiente mais seguro em comparação com as principais capitais da região, qualidade dos serviços públicos e menor volatilidade econômica. A capital uruguaia mantém a liderança regional nas últimas edições consecutivas do ranking.

Como a qualidade de vida urbana afeta o mercado imobiliário?

As categorias avaliadas pelo ranking Mercer — mobilidade, segurança, saúde, educação, habitação e ambiente natural — são exatamente os fatores que influenciam a precificação de imóveis e a demanda por determinadas localizações. Empreendimentos em áreas com boa performance nessas métricas tendem a se valorizar com mais consistência e a ter menor vacância em projetos de renda.

Sienge Plataforma: ERP para construtoras
Assuntos: Ecossistema Urbanismo
Cristiano Gregorius do Sienge
Cristiano Gregorius do Sienge

Executivo com formações em Administração e Tecnologia. Atua há mais de 25 anos no segmento de TI, em operações no Brasil e na América Latina. Atualmente, é Diretor Executivo da Starian Indústria da Construção, responsável pelo Ecossistema Sienge, que integra a cadeia da construção de ponta a ponta com soluções especialistas. Sua expertise contribui para o fortalecimento da proposta de negócio da empresa para a integração de toda a cadeia da construção, com o objetivo de potencializar resultados para construtoras e incorporadoras, garantindo maior previsibilidade e eficiência operacional.