• Desenvolvimento tecnológico promove maior produtividade e racionalização de recursos na construção
  • Utilizar novas tecnologias para tornar a construção mais sustentável
  • Inovações como BIM, IoT, gestão de resíduos e robótica contribuem para construções mais eficientes e duráveis

Você já sabe que o desenvolvimento tecnológico pode promover uma verdadeira revolução na indústria da construção. Afinal, ele induz à maior produtividade nos canteiros e à racionalização de recursos materiais.
Inovações também podem contribuir para que a construção se torne mais sustentável. O que é mais do que necessário, lembrando que estamos falando de um setor intensivo no consumo de recursos naturais e energia.
Mas como utilizar as novas tecnologias para produzir de modo mais ambientalmente correto?
A resposta vai muito além da mera substituição de materiais de construção convencionais por equivalentes ecológicos.
A construção torna-se mais sustentável quando deixa de lado de um modo tradicional e artesanal de produção para utilizar métodos que:

  • Otimizem o uso de recursos;
  • Diminuem o desperdício;
  • São baseados em projetos mais precisos, reduzindo retrabalhos;
  • Demandem menos deslocamentos, poupando emissões de CO2;
  • Empreguem melhores processos de construção, que gerem edifícios mais duráveis, eficientes e que exigem menos manutenção;
  • Garantam segurança aos trabalhadores.

Quer entender melhor como isso funciona? Continue conosco:

Digitalização de processos = menos papel + eficiência – desperdício

Você está cansado de saber que produzir de modo mais inteligente é imperativo para a indústria da construção dar um salto de produtividade. Não à toa, tendências de TI que se firmam cada vez mais são as que justamente buscam atacar esse problema. É o caso da digitalização de rotinas, da computação na nuvem e da integração de processos.
Também é nessa linha que vêm trabalhando muitas das construtechs atuantes no mercado. Para saber mais sobre elas, leia o Mapa de Construtechs e Proptechs realizado pelo Construtech Ventures.
Entre as diversas novas soluções oferecidas, podemos destacar:

Sienge Demonstração
  • Softwares de gestão de obras focado em integração;
  • Aplicativos para redução de desperdício;
  • Plataformas para cotação de preços de materiais de construção;
  • Marketplaces de vendas.

Tudo isso, quando bem utilizado, cria um potencial gigante de racionalização de recursos, seja no canteiro de obras, seja nos escritórios.

Inovação sustentável = mais assertividade em projetos

A indústria da construção representa 13% do PIB (Produto Interno Bruto) global, e emprega 8% da força de trabalho no mundo. No entanto, é marcada pela alta taxa de desperdício de materiais e pelos baixos índices de produtividade de sua mão de obra.
Nesse contexto, parece crucial a melhoria na gestão das empresas, a utilização de processos construtivos industrializados e a elevação da padronização de produto.
Para uma indústria que precisa produzir com mais precisão, eliminando de vez o improviso, uma inovação se destaca: o BIM (Building Information Modeling), em português, Modelagem da Informação da Construção.
Você já ouviu falar muito sobre essa plataforma. Ainda assim, vamos destacar 5 benefícios para você entender como o BIM pode ajudar em termos de construções mais sustentáveis:

  • A visualização 3D do projeto facilita a análise de conforto térmico, acústico e luminotécnico de um projeto.
  • O BIM expande a análise para além da gráfica, contemplando diversos fatores, como localização geográfica, incidência de luz solar, temperatura, propriedade dos materiais usados, etc.
  • A modelagem 3D induz a menos mudanças de projeto e do planejamento. Isso implica em menos retrabalhos e desperdícios.
  • O desperdício também diminui em função da extração automática de quantidades de serviços e componentes utilizados na obra.
  • O BIM possibilita que dados como o custo do uso da edificação e gastos com água e energia sejam controlados por meio de um modelo.

Em suma, com o BIM se tem projetos mais eficientes, duráveis e sustentáveis. Se quiser aprofundar seus conhecimentos sobre essa plataforma, não deixe de acessar o Guia Completo sobre a Tecnologia BIM.

Mais qualidade e controle com a Internet das Coisas

A Internet das Coisas ou Internet of Things (IoT) também vem transformando a forma de se construir edifícios. De acordo com dados divulgados pela consultoria Frost & Sullivan, o mercado de IoT deve alcançar receitas de US$ 3,29 bilhões em 2021, cerca de R$ 10 bilhões.
Um dos principais ganhos esperados com a introdução dessa tecnologia é a melhoria da qualidade e do monitoramento da vida útil das construções, reduzindo, por exemplo, custos com manutenção. Isso tem tudo a ver com sustentabilidade, não é mesmo?
Veja alguns exemplos:

  • A inserção de sensores de temperatura antes da concretagem pode fornecer ao construtor um controle muito mais rigoroso do tempo de cura. Esse artigo (em inglês) explica bem como isso funciona.
  • Mais além, sensores introduzidos permanentemente em peças de concreto podem detectar eventual necessidade de manutenção antes de um problema maior acontecer.
  • Caminhões e cargas conectados à internet permitem que os gestores monitorem em tempo real as suas cargas e planejem a obra corretamente. A IoT também pode diminuir os atrasos nas entregas causados por falhas nos veículos.
  • Coletores de dados RFID e os leitores de código de barras simplificam a gestão de estoque das construtoras.
  • A IoT leva a um novo patamar a gestão e a automação de edifícios, controlando o gasto de energia e de água, por exemplo.
  • A IoT já vem sendo utilizada em algumas cidades para dar mais eficiência ao sistema de irrigação de parques e jardins públicos. Em Barcelona, todo o sistema de irrigação pode ser controlado por tablets, reduzindo o desperdício de água.

Gestão de resíduos mais inteligente

Estima-se que mais de 50% dos resíduos sólidos gerados pelo conjunto das atividades humanas sejam provenientes da construção. Soluções que assegurem melhor gestão de resíduos, portanto, são mais do que bem-vindas.
Muitas das inovações nessa área são baseadas em tecnologias como big data analytics e cloud computing (computação na nuvem).
Um caminho para quem quer desenvolver inovação sustentável na construção é buscar o apoio de construtechs.
Entre as que trabalham com gestão de resíduos destacamos a B2Blue, ferramenta online desenvolvida para conectar milhares de indústrias e empresas que enxergam resíduos como matérias-primas.
Quem também faz um trabalho interessante é a Net Resíduos, que disponibiliza uma solução online para o gerenciamento e total controle dos dados de geração, transporte e destinação de resíduos.

Robótica e realidade virtual a serviço dos trabalhadores

Quando se fala em sustentabilidade, muitas vezes se limita a discussão à preservação dos recursos naturais do planeta. Mas a segurança no trabalho também é uma das vertentes importantes em projetos que almejam ser sustentáveis.
Nesse ponto, a inovação tecnológica também tem muito a contribuir. Quer saber como?
A realidade virtual, por exemplo, pode auxiliar os trabalhadores em treinamentos, ao simular condições mais próximas da realidade.
A robótica é outra aliada. Robôs utilizados em demolições podem ajudar a preservar vidas humanas.
A tecnologia pode ajudar a desenvolver gadgets que facilitem o trabalho nos canteiros. A japonesa Obayashi Corporation investiu em um exoesqueleto para reduzir o esforço dos trabalhadores na movimentação manual de cargas. Com o dispositivo robótico posicionado na cintura, um operário pode erguer um objeto de 20 kg com apenas 12 kg de força aplicada pelo próprio corpo.

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Conclusão

Ao longo desse artigo, você notou como a tecnologia e a sustentabilidade estão intrinsecamente ligadas. Você também viu alguns exemplos de novidades que podem auxiliar a construção a produzir melhor, com menos recursos e gerando menos impacto no ambiente.
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Sienge Plataforma: ERP para construtoras
Assuntos: Ecossistema Sustentabilidade
Gabriela Torres do Sienge
Gabriela Torres do Sienge

Engenheira civil formada pela Universidade Federal de Santa Catarina. Consolidou sua atuação na estruturação e análise de dados da Construção Civil, com foco em ciência de dados e análise estratégica de informações com objetivo em fornecer direcionadores estratégicos que auxiliem na tomada de decisões, visando melhorar processos e impulsionar resultados. Atualmente, é Gerente de Inteligência Competitiva do Sienge, ecossistema especialista da Starian Indústria da Construção.