- O drywall é um sistema construtivo em crescimento no Brasil, com valores de mão de obra atualizados pelo INCC-M em 2026
- Existem três tipos de placas de drywall: Standard, Resistente ao Fogo e Resistente à Umidade, cada uma indicada para diferentes condições de uso
- O preço médio das placas de drywall instaladas é de R$160 a R$170 por metro quadrado em 2026, com mão de obra variando entre R$128 e R$191 por metro quadrado, dependendo do tipo de serviço
O drywall é um dos sistemas construtivos com maior crescimento de adoção no Brasil. Para quem precisa elaborar orçamentos com precisão, conhecer os valores de referência de mão de obra é o ponto de partida para evitar variações de custo ao longo da obra.
Este artigo traz a tabela de preço de mão de obra de drywall 2026 atualizada pelo INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção), com valores para os principais tipos de serviço: paredes, forros rebaixados, sancas, divisórias, prateleiras e guarda-roupas. Também explica o que é o drywall, quais os tipos disponíveis e onde cada um é indicado.
O que você vai ver neste conteúdo
- O que é drywall?
- Tipos de drywall e quando usar cada um
- Preço das placas de drywall em 2026
- Valor da mão de obra por metro quadrado de drywall
- Tabela de preço de mão de obra drywall 2026
- Onde utilizar o drywall?
- Orçamentos mais precisos com o software certo
- Perguntas frequentes sobre o preço do Drywall 2026
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O que é drywall?
Drywall, também chamado de gesso acartonado, é um sistema construtivo composto por placas de gesso prensado entre duas lâminas de papel cartão, fixadas em estruturas de perfis metálicos leves. É uma alternativa à alvenaria convencional para a execução de paredes internas, forros, divisórias e revestimentos.
As principais vantagens do sistema em relação à alvenaria são a velocidade de execução, a redução de resíduos no canteiro e a flexibilidade de projeto, que permite criar paredes curvas, nichos embutidos, sancas e forros rebaixados com formas variadas.
Em aplicações que exigem maior desempenho de isolamento acústico, as cavidades da estrutura metálica podem ser preenchidas com lã mineral, o que melhora significativamente o conforto do ambiente.
O sistema é adequado para obras residenciais, comerciais e industriais, desde que o tipo de placa utilizado seja compatível com as condições do ambiente.
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Tipos de drywall e quando usar cada um
Existem três tipos de placas de drywall, cada uma com formulação específica para diferentes condições de uso. A escolha incorreta do tipo compromete a durabilidade e o desempenho do sistema.
Chapa Standard (ST): branca
É a versão mais comum, indicada para ambientes internos secos. Utilizada em paredes, divisórias e forros em áreas sem exposição à umidade ou a altas temperaturas. Por ter o melhor custo-benefício do grupo, é a mais utilizada em obras residenciais e comerciais em geral.
Placa Resistente ao Fogo (RF): rosa
Formulada com aditivos que aumentam a resistência ao calor e retardam a propagação de chamas. É indicada para áreas próximas a fontes de calor, como bancadas de cooktop, entornos de lareiras e paredes de compartimentos com exigências específicas de proteção contra incêndio. O uso desta placa pode ser exigido por projeto ou por norma técnica dependendo do tipo de edificação.
Placa Resistente à Umidade (RU): verde
Indicada para ambientes com exposição constante à umidade, como banheiros, cozinhas e lavanderias. Possui tratamento na massa de gesso e nas lâminas de papel que reduz a absorção de água e a proliferação de mofo. Não substitui impermeabilização em áreas molhadas onde há contato direto com água.
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Preço das placas de drywall em 2026
O preço médio das placas de drywall instaladas gira em torno de R$ 160 a R$ 170 por metro quadrado em 2026, valor que geralmente inclui chapa com perfil de 70 mm, material e mão de obra para paredes padrão. Esse valor é uma referência indicativa e pode variar conforme:
o tipo de placa (ST, RF ou RU), sendo as placas rosa e verde mais caras do que a branca padrão; a complexidade do projeto, já que forros com curvas, sancas e recortes para iluminação têm custo mais alto do que paredes retas; e a localização da obra, pois regiões metropolitanas com maior demanda e áreas remotas com logística mais cara tendem a apresentar preços acima da média nacional.
Para elaborar o orçamento de reforma ou de obra nova com drywall, use essa referência como ponto de partida e colete ao menos três cotações de fornecedores locais para calibrar os valores reais do projeto.
Valor da mão de obra por metro quadrado de drywall
O custo da mão de obra varia conforme o tipo de serviço executado. Os três principais são paredes, forros e divisórias, cada um com complexidade e tempo de execução diferentes.
Paredes de drywall
A montagem de paredes de drywall permite embutir instalações elétricas e hidráulicas sem quebrar alvenaria, o que reduz o prazo e o custo de outros serviços. O valor médio de referência para mão de obra de parede de drywall é de R$ 128 por metro quadrado.
Forros de drywall
Forros rebaixados em drywall permitem integrar luminárias embutidas, spots e iluminação indireta em sancas. O custo médio de mão de obra para forro rebaixado é de R$ 191 por metro quadrado. Se o projeto incluir acabamento e pintura, acrescente aproximadamente R$ 85 por metro quadrado a esse valor.

Divisórias de drywall
Divisórias são usadas para segmentar ambientes integrados com rapidez e baixa geração de resíduos. O valor médio de referência para mão de obra de divisória é de R$ 128 por metro quadrado.
De forma geral, o orçamento de mão de obra para drywall varia entre R$ 128 e R$ 191 por metro quadrado, dependendo do tipo de serviço e da complexidade do projeto.
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Tabela de preço de mão de obra drywall 2026
Os valores abaixo foram atualizados com base no INCC-M acumulado em 12 meses até maio de 2026, de 6,82%, conforme divulgado pela FGV/IBRE em 26/05/2026. O INCC-M é o índice oficial de variação de custos da construção civil e a referência mais adequada para atualização de valores de mão de obra e materiais no setor.
Os valores são referências indicativas. Projeto, localização e perfil do profissional contratado influenciam os preços praticados em cada região.
| Tipo de Serviço | Preço 2025 | Preço 2026 |
|---|---|---|
| Parede de drywall (5,00 x 2,70 m) | R$ 1.701,44 | R$ 1.817,53 |
| Sanca de drywall (0,60 x 3,00 m) | R$ 350,92 | R$ 374,85 |
| Forro rebaixado na sala (3,00 x 5,00 m) | R$ 1.914,12 | R$ 2.044,69 |
| Forro de drywall na cozinha (2,00 x 6,00 m) | R$ 1.488,76 | R$ 1.590,38 |
| Forro de drywall para banheiro (1,60 x 3,00 m) | R$ 765,65 | R$ 817,83 |
| Prateleira de drywall (3 unid. de 0,60 x 1,00 m) | R$ 340,29 | R$ 363,50 |
| Divisória de drywall (3,00 x 2,70 m) | R$ 1.042,17 | R$ 1.113,28 |
| Guarda-roupa de drywall (3,00 x 2,70 m) | R$ 2.445,82 | R$ 2.612,83 |
Fonte: valores base atualizados pelo INCC-M acumulado em 12 meses (6,82%) — FGV/IBRE, maio/2026.
Os valores consideram mão de obra especializada para instalação padrão. Projetos com recortes, curvas, múltiplos níveis de forro ou acabamentos especiais têm custo adicional. O INCC-M de junho/2026 será divulgado em 25/06/2026 e poderá ser usado para atualizar os valores nesta tabela.
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Onde utilizar o drywall?
O drywall pode ser aplicado em praticamente qualquer ambiente interno, desde que o tipo de placa seja compatível com as condições do local.
Em residências, as aplicações mais comuns são paredes de divisão de ambientes, forros rebaixados com iluminação embutida, sancas, nichos, estantes embutidas, guarda-roupas e divisórias entre quartos ou entre sala e cozinha.
Em ambientes comerciais, o sistema é amplamente usado para criar divisórias de escritório, painéis decorativos internos, forros com identidade visual e ambientes modulares que podem ser reconfigurados com baixo custo de demolição.
A definição do tipo de placa deve ser feita antes de iniciar a instalação, e não durante. Instalar placa ST em ambiente úmido ou placa ST em área que exige resistência ao fogo são erros que comprometem o desempenho do sistema e podem gerar retrabalho.
Para obras com volume maior de serviços de drywall, o dimensionamento da equipe e o controle dos custos indiretos são etapas que impactam diretamente o resultado final do orçamento.
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Orçamentos mais precisos com o software certo
A tabela de preços é uma referência. O controle real dos custos de obra depende de um processo estruturado: composição de custos unitários, atualização de insumos por índices confiáveis e comparação entre orçado e executado ao longo da obra.
O Sienge Plataforma integra orçamento, gestão financeira e controle de obras em um único sistema, permitindo que construtoras e incorporadoras mantenham o custo real da obra alinhado ao planejado desde a fase de orçamentação até a entrega.
Perguntas frequentes sobre o preço do Drywall 2026
O valor médio de referência para 2026 é de R$ 128 por m² para paredes e divisórias e R$ 191 por m² para forros rebaixados. Com acabamento e pintura, o forro pode chegar a R$ 276 por m². Esses valores foram atualizados pelo INCC-M acumulado de 6,82% em 12 meses (FGV, maio/2026).
A placa branca (ST) é para ambientes secos. A placa rosa (RF) é resistente ao fogo e indicada para áreas próximas a fontes de calor. A placa verde (RU) é resistente à umidade e indicada para banheiros, cozinhas e lavanderias. A escolha correta do tipo impacta diretamente a durabilidade do sistema.
Pode ser usado na maioria dos ambientes internos, desde que o tipo de placa seja adequado. Em áreas com contato direto com água, o drywall não substitui a impermeabilização: ele é instalado sobre superfícies já impermeabilizadas.
O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção Mercado) é calculado mensalmente pela FGV e mede a variação dos preços de materiais, mão de obra e serviços da construção civil. É o índice mais representativo para atualização de referências de custo no setor, por isso é usado como base para corrigir os valores desta tabela.
Sim. O forro rebaixado é suspenso por uma estrutura de perfis metálicos fixada na laje ou na estrutura do teto. A complexidade dessa estrutura, especialmente em projetos com múltiplos níveis ou recortes para iluminação, influencia diretamente o custo da mão de obra.
Gustavo Martins dedica sua vida à engenharia de custos desde 2003. Em 2014 fundou o primeiro blog de engenharia de custos do Brasil, conquistando mais de 100 mil seguidores no primeiro ano. A partir disso, encontrou sua verdadeira paixão: ensinar. Sua expertise o levou a assumir mais um novo desafio como responsável pela atualização de composições (CPU) de um dos maiores bancos do Brasil. Além de Diretor de Negócios e cofundador do software de orçamento de obras eCustos, também é Diretor de Operações do Gestor Obras, uma solução Sienge, o Ecossistema que integra a cadeia de construção de ponta a ponta.


