• A rastreabilidade do concreto é essencial para garantir a qualidade e durabilidade do material na construção civil
  • O FCK é a resistência característica à compressão do concreto e é fundamental para o controle tecnológico e para garantir a conformidade com as normas técnicas
  • O slump do concreto, ou abatimento do tronco de cone, é importante para avaliar a trabalhabilidade da mistura e influencia diretamente na qualidade da aplicação.

O concreto é um dos materiais mais importantes da Construção Civil, presente em fundações, pilares, lajes e praticamente em todas as etapas estruturais de uma obra.

Para garantir sua eficiência e durabilidade, a rastreabilidade do concreto é uma prática essencial, que permite acompanhar desde a dosagem até a aplicação e a verificação da resistência do material.

Sua qualidade, no entanto, não é absoluta: depende diretamente do desempenho esperado em cada aplicação. O concreto utilizado em uma fundação, por exemplo, precisa ter características distintas daquele aplicado em um pavimento superior, onde as exigências estruturais são diferentes. 

Para que essas propriedades sejam alcançadas, é fundamental definir o traço correto, a proporção entre cimento, agregados, água e aditivos, e considerar fatores externos que influenciam no resultado, como clima e umidade do ar. Em dias mais quentes, por exemplo, a água evapora mais rapidamente, alterando a proporção água-cimento e impactando diretamente a resistência final do material.

Diante dessa complexidade, surge a necessidade de um controle rigoroso em todas as etapas, assegurando que o concreto atenda aos parâmetros técnicos previstos em projeto. Nesse contexto, entender o que é FCK do concreto, o que é slump e como esses parâmetros se relacionam à rastreabilidade é fundamental para garantir segurança, conformidade normativa e maior durabilidade das estruturas.

O que é rastreabilidade do concreto?

Rastrear é a capacidade de conseguir localizar e acompanhar o ciclo de vida de um material específico: onde e em que momento ele foi produzido, o que ocorreu com o material ao longo do seu uso e acompanhar o que irá acontecer depois.  

É possível rastrear várias informações do concreto, como quem o fez e onde foi produzido, quais os lotes utilizados e o seu traço. Também é preciso mapear o lugar onde ele foi instalado. E, por fim, se ele de fato atingiu a qualidade esperada. Para isso, são enviadas amostras para o laboratório, chamadas de corpo de prova. 

O laboratório irá analisar a Resistência de Compressão (do inglês, FCK – Feature Compression Know – veremos mais sobre esse conceito adiante) de cada corpo de prova e comparar com o número ideal pré-definido pelo projetista da obra. Assim, ele determina se o concreto era ou não de qualidade. 

Se o material for considerado de qualidade, a obra continua. Caso negativo, é preciso que o próprio projetista avalie se é possível dar andamento com o concreto avaliado ou se será necessário refazer parte da estrutura. É exatamente por isso que é feito o mapeamento de onde aquele concreto foi utilizado. 

A rastreabilidade do concreto é realizada para saber se a qualidade ideal foi alcançada, para guiar tomadas de decisões necessárias. Se o concreto for de qualidade duvidosa, após sua cura, podem ocorrer rachaduras, fissuras e até mesmo acidentes com riscos de queda de lajes e óbitos. 

Nesse sentido, será preciso voltar aos relatórios preenchidos para descobrir o erro. Geralmente, neste caso, o projetista pode ter calculado os traços de forma equivocada ou o engenheiro da obra não seguiu as recomendações técnicas como deveria. 

O que é FCK e qual sua importância na rastreabilidade?

O FCK é a sigla para resistência característica à compressão do concreto, expressa em megapascais (MPa). Esse parâmetro representa a capacidade do concreto resistir a esforços de compressão, sendo definido em projeto de acordo com as exigências estruturais da obra. 

Em termos práticos, o FCK indica a resistência mínima que o material deve apresentar após 28 dias de cura, garantindo a segurança e a durabilidade da estrutura.

Segundo a NBR 6118 (Projeto de Estruturas de Concreto – Procedimento), o FCK deve ser estabelecido pelo projetista e serve como base para dimensionamento e verificação estrutural. 

Já a NBR 12655 (Concreto de Cimento Portland – Preparo, Controle e Recebimento) define os procedimentos de controle tecnológico que asseguram que o concreto atinja a resistência especificada.

No processo de rastreabilidade do concreto, o FCK é um dos principais indicadores de qualidade. A partir dos corpos de prova retirados em obra e ensaiados em laboratório, verifica-se se o concreto entregue realmente atinge a resistência definida em projeto. 

Se os resultados ficarem abaixo do esperado, é possível identificar o lote, a betoneira e o local de aplicação do material, permitindo decisões rápidas: seja reforçando, corrigindo ou refazendo parte da estrutura.

A correta definição e o acompanhamento do FCK são fundamentais para o controle tecnológico. Ele reduz riscos de falhas estruturais, evita retrabalhos e assegura conformidade normativa. No entanto, é claro que é preciso ser feito da maneira correta para garantir a precisão. 

Quando é integrado a ferramentas digitais de rastreabilidade, por exemplo, o monitoramento do FCK se torna mais ágil e confiável, reforçando a transparência e a segurança para engenheiros, projetistas e coordenadores de qualidade.

💡No Sienge Construpoint, por exemplo, é possível registrar os parâmetros técnicos da concretagem e acompanhar os resultados dos ensaios diretamente vinculados ao elemento da obra, garantindo rastreabilidade completa do concreto aplicado.

O que é slump do concreto e por que ele importa?

O slump, também conhecido como ensaio de abatimento do tronco de cone, é um teste simples e rápido utilizado para avaliar a trabalhabilidade do concreto fresco

Ele mede o quanto a massa de concreto, após ser moldada em um cone metálico e retirada a fôrma, se deforma verticalmente pelo próprio peso. O resultado, em centímetros de abatimento, indica o nível de consistência da mistura.

Esse ensaio é fundamental porque a trabalhabilidade do concreto influencia diretamente na qualidade da aplicação. Um slump muito baixo significa que a mistura está seca e difícil de adensar, o que pode gerar falhas de preenchimento e comprometer a resistência da estrutura. Já um slump muito alto indica excesso de fluidez, que pode resultar em segregação dos materiais e perda de resistência.

No contexto da rastreabilidade do concreto, essa é uma das primeiras verificações feitas em obra, logo após a chegada da betoneira. Se os valores estiverem fora da faixa especificada em projeto, o concreto pode ser rejeitado antes mesmo da concretagem a fim de evitar retrabalhos e riscos estruturais.

Concreto e normas técnicas: como garantir conformidade

A conformidade com normas técnicas é um dos pilares da qualidade estrutural em obras que utilizam concreto. No Brasil, programas como o PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat) incentivam construtoras a adotarem processos padronizados e certificados para participar de projetos de habitação de interesse social, como o Minha Casa, Minha Vida.

Dentro desse programa, a certificação do SIAQ (Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Engenharia) assegura a boa gestão da obra, tanto nos procedimentos internos quanto no canteiro, oferecendo ao consumidor final a garantia mínima de qualidade após a entrega do imóvel. 

Já o PSQ (Programa Setorial de Qualidade) foca em setores específicos de materiais, como aço, tubulações, cerâmicas e o próprio concreto.

Além dos programas, as normas da ABNT são fundamentais para o controle tecnológico: 

  • NBR 12655: define procedimentos para preparo, controle e recebimento do concreto; 
  • NBR 6118: estabelece critérios para projeto e dimensionamento estrutural;  
  • NBR 15575: orienta sobre requisitos de durabilidade e desempenho global das edificações;

Promover a conformidade significa mais do que alcançar a resistência especificada em projeto, significa atender a requisitos de desempenho estrutural, térmico, acústico, de impermeabilidade e segurança

A rastreabilidade do concreto é uma ferramenta essencial nesse processo, pois permite comprovar, por meio de registros e ensaios, que todas as etapas seguiram os padrões técnicos exigidos, reduzindo riscos de falhas e fortalecendo a credibilidade da construtora.

Como é feita a rastreabilidade do concreto?

Geralmente, o concreto é preparado em uma usina, onde os materiais são pesados em uma balança para chegar ao traço correto. Em seguida, ele é lacrado e recebe uma etiqueta com um código único. Em alguns casos, ele é feito na própria obra. 

Caminhão betoneira despejando concreto em um canteiro de obras com estrutura de suporte e tubos de metal ao fundo, em um dia com céu parcialmente nublado.
Caminhão betoneira que leva o concreto da usina até a obra

Após ser preparado, o concreto é transportado por um caminhão até o canteiro. Cada um tem um código diferente, levando em conta a betoneira, a data e o traço.  Essa numeração acompanha o produto da usina até o laboratório e é replicada no relatório de rastreabilidade. 

Quando chega na obra, o concreto passa pelo “slump test”, que mencionamos anteriormente. O teste tem como objetivo verificar a trabalhabilidade do concreto ainda fresco. 

Slump Test concreto
Slump teste durante fase da rastreabilidade do concreto

Se for aprovado, ele é utilizado nos locais necessários e, em determinado momento, é retirado o corpo de prova para ser enviado para o laboratório junto com o respectivo código. Caso seja reprovado, o concreto deve ser rejeitado e devolvido para a usina. 

O ideal é que o corpo de prova seja feito por uma empresa especializada mas, se não for possível, o próprio engenheiro da obra pode preparar e deixar sinalizado no relatório. Assim, o técnico diminuirá os coeficientes, aumentando a segurança do resultado.

Corpo de prova durante rastreabilidade do concreto
Corpo de prova durante fase da rastreabilidade do concreto

A quantidade de corpo de prova por betoneira é prevista nas normas técnicas e determinada pelo projetista, assim como as datas em que eles serão rompidos para análise. O engenheiro da obra precisa acompanhar os resultados entregues pelo laboratório.

Etapas da concretagem: do caminhão à aplicação

Para que a rastreabilidade do concreto seja eficaz, é necessário registrar e acompanhar cada etapa do processo, desde a chegada da betoneira até a aplicação no local previsto no projeto. Esse controle traz maior segurança, conformidade com as normas técnicas e facilita a identificação de eventuais problemas.

Por isso, preparamos um checklist para que você não deixe nada faltar: 

  • Tempo entre produção e aplicação: monitorar o intervalo entre a saída da usina e o descarregamento, evitando perda de qualidade por início de pega.
  • Registro da nota fiscal: documento obrigatório que comprova a origem e o traço do concreto recebido.
  • Verificação do slump: ensaio de abatimento para confirmar a trabalhabilidade do concreto fresco antes da aplicação.
  • Local de aplicação: registrar em planta ou relatório onde cada lote foi utilizado, facilitando a rastreabilidade em caso de não conformidade.
  • Volume descarregado: anotar a quantidade exata de concreto aplicada em cada etapa da obra.
  • Equipe envolvida: identificar os profissionais responsáveis pelo recebimento, ensaio e aplicação do concreto.
  • Registro fotográfico: documentar visualmente as etapas, reforçando o controle de qualidade e gerando evidências em auditorias.
  • Identificação da betoneira e do lote: vincular o código do caminhão ao relatório para rastrear o concreto até sua origem.

Esse checklist, inclusive, pode ser integrado a relatórios digitais e softwares de gestão caso você queira reduzir ainda mais os riscos de falhas e ter uma maior confiabilidade nos resultados da rastreabilidade.

💡 Soluções como o Sienge Construpoint permitem registrar esses dados diretamente no celular ou tablet, vinculando cada concretagem à frente de obra, lote de concreto e resultados de laboratório.

Relatório da rastreabilidade do concreto

Todas as informações coletadas desde a chegada do caminhão de concreto ao canteiro devem ser registradas em um relatório de rastreabilidade

É preciso preencher dados como o traço, a nota fiscal, a betoneira, a quantidade de materiais utilizados, o aditivo, a data e a hora. Até o tempo em que a betoneira demorou para lançar o concreto é importante ser analisado, pois a água pode evaporar, alterar o traço e influenciar no resultado final e na segurança do material. 

Uma planta do local também é utilizada para mapear onde cada concreto foi utilizado, pintando o desenho com uma cor específica referente ao código. 

No laboratório, é possível controlar a FCK, assim como a resistência para ação, a tração na flexão e até a elasticidade. Tudo depende de onde ele foi utilizado: pontes, por exemplo, tem uma alta movimentação e, portanto, grande vibração. Logo, é preciso saber se a elasticidade do traço condiz com a obra realizada. 

Como controlar perdas de concreto na obra

Um dos pontos críticos no relatório da rastreabilidade do concreto é o controle das perdas durante a concretagem. Para isso, é essencial registrar com precisão os volumes solicitados à usina, o que foi efetivamente descarregado na obra e a quantidade aplicada em cada elemento estrutural. A comparação entre esses dados permite identificar eventuais desperdícios ou desvios de consumo.

Boas práticas nesse sentido incluem a medição sistemática do volume aplicado, o apontamento detalhado em planilhas ou softwares de gestão e a checagem contínua entre o que foi previsto no projeto e o que foi executado. 

Além disso, os registros fotográficos e os relatórios diários também poderão ajudar a comprovar a destinação correta do concreto, evitando dúvidas futuras e promovendo maior transparência nos processos de controle de qualidade.

Quais os riscos de não fazer a rastreabilidade do concreto?

O principal risco de não fazer o controle do concreto da forma correta é não alcançar suas características necessárias.  

Segundo Victor Rossini, Gerente de Engenharia, Suprimentos e Orçamentos na Integra Desenvolvimento Urbano, essa situação pode trazer diversos prejuízos. Por exemplo, o alto custo da necessidade de refazer uma estrutura ou, então, o risco incalculável de uma pessoa perder a vida em um acidente. Para evitar esses danos, não apenas é feito o controle do concreto, mas também é comum trabalhar com coeficientes um pouco acima do necessário. 

Outro fator importante da rastreabilidade do concreto é que, sendo bem feita, o custo de manutenção no pós-entrega é reduzido, evitando o surgimento de trincas, rachaduras, infiltração ou movimentação na estrutura. Apesar da responsabilidade ser do projetista ou do engenheiro da obra, é a construtora e a incorporadora que têm sua imagem abalada frente aos clientes. 

Tecnologias aliadas da Construção Civil para rastreabilidade do concreto

Há diversas tecnologias utilizadas na Construção Civil. É possível usar QR Codes ou códigos de barra para evitar o risco de reescrever, por exemplo, um número errado em um código de relatório. Ou, então, utilizar softwares para digitalizar todo o processo de mapeamento, como uma planta virtual, na qual é possível pintar e escrever de forma digital no tablet ou no celular e, depois, salvar em nuvem.  

É o caso do módulo de Rastreabilidade do Concreto do Sienge Construpoint. Com ele, sua construtora rastreia cada etapa com precisão técnica, direto do canteiro, cadastrando relatórios em um único lugar, sem a necessidade de inúmeros papéis.

Por que a rastreabilidade digital é tão importante?

A rastreabilidade digital tem se consolidado como uma das principais inovações para maior controle e segurança na aplicação do concreto em obras. Ela substitui relatórios manuais e planilhas dispersas por registros centralizados em sistemas digitais, proporcionando maior precisão, rapidez, padronização e transparência no processo. 

No Sienge Construpoint, a funcionalidade de rastreabilidade do concreto foi desenvolvida justamente para atender essa necessidade. A solução permite fazer:

  • Registro completo dos parâmetros técnicos da concretagem (FCK, slump, volume, aditivos, brita, traço etc.); 
  • Identificação automática do local de aplicação (por frente de obra ou EAP); 
  • Controle de recebimento: NF, pedido, placa do veículo, horários de entrega e concretagem; 
  • Acompanhamento da concretagem com hora de chegada, início, fim e laboratório; 
  • Comparativo entre quantidade prevista versus quantidade aplicada e cálculo automático de perda de material; 
  • Controle de devolução e rastreabilidade de lacres; 
  • Inclusão de fotos, observações e anexos por inspeção. 

Com esses recursos, engenheiros e coordenadores de qualidade conseguem acompanhar cada concretagem em tempo real, do recebimento da betoneira ao rompimento dos corpos de prova, com mais conformidade técnica e confiabilidade no histórico da obra. 

Essa integração digital entre canteiro, laboratório e gestão da qualidade reduz riscos estruturais e fortalece a reputação da construtora, já que passa a entregar com mais facilidade obras completamente seguras e bem documentadas.

Outras tecnologias aliadas do controle de qualidade do concreto

Todo esse avanço tecnológico traz, ainda, novas formas de monitorar a qualidade do concreto, aumentando a eficiência e a segurança nos canteiros de obra. 

Entre as inovações mais relevantes estão os sensores inteligentes, capazes de medir em tempo real variáveis como temperatura, umidade e resistência durante a cura. Esses dados permitem que engenheiros identifiquem desvios rapidamente e ajustem o processo antes que comprometa a estrutura.

Outra ferramenta de destaque é o BIM, que possibilita integrar informações do concreto em modelos digitais da construção. Com ele, é possível simular diferentes condições de uso, prever impactos estruturais e otimizar o planejamento da aplicação do material.

Além disso, drones equipados com câmeras de alta resolução e sensores térmicos têm sido cada vez mais utilizados para inspecionar áreas de difícil acesso. Eles permitem detectar fissuras, desgastes e outros problemas de forma ágil e precisa, reduzindo riscos para os profissionais e acelerando as inspeções.

Essas tecnologias têm complementado os métodos tradicionais de ensaio e, quando aliadas à rastreabilidade digital, oferecem um nível de controle muito mais robusto sobre a qualidade e o desempenho do concreto em obra.

Dicas práticas para gestão e qualidade do concreto

A qualidade do concreto em obra não depende apenas do traço ou da resistência projetada. Fatores como logística, planejamento, descarte e fornecedores impactam diretamente o desempenho final da estrutura.

Por isso, adotar boas práticas de gestão, apoiadas por tecnologias de rastreabilidade, é fundamental para que o processo dê certo. Confira abaixo alguns passos importantes para colocar em prática.

Descarte correto e métodos sustentáveis

O concreto excedente deve ser tratado de forma responsável. O descarte irregular pode gerar multas ambientais e problemas de drenagem urbana. Sempre que possível, opte pela reciclagem do material ou destinação em áreas específicas de descarte.

Além de reduzir impactos ambientais, essa prática melhora a imagem da empresa perante clientes e certificadoras.

Planejamento de volume

Erros na estimativa de volume de concreto geram custos extras e retrabalhos. Um planejamento detalhado permite alinhar o que foi previsto em projeto com o que foi efetivamente aplicado, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência da obra.

Escolha de fornecedores

Fornecedores confiáveis entregam não apenas concreto de qualidade, mas também documentação que facilita a rastreabilidade. Priorizar empresas certificadas garante que cada lote atenda às especificações técnicas e às normas de controle de qualidade.

Logística de entrega e descarga

A qualidade do concreto também depende do tempo entre a produção e a aplicação. Coordenar transporte, recebimento e concretagem evita atrasos e garante que o material chegue dentro das condições ideais de uso.

Como melhorar o controle de concretagem na sua obra

A rastreabilidade do concreto é uma prática essencial para garantir qualidade estrutural, reduzir desperdícios e manter conformidade com normas técnicas.

No entanto, quando esse controle depende apenas de registros manuais, o processo se torna mais lento e sujeito a falhas.

Digitalizar a rastreabilidade permite acompanhar cada etapa da concretagem com mais precisão, registrar dados diretamente no canteiro e manter o histórico completo da obra acessível para consultas e auditorias.

➡️ O Sienge Construpoint oferece um módulo específico para rastreabilidade do concreto, que permite registrar parâmetros técnicos, acompanhar resultados de laboratório e controlar perdas de material em um único sistema.

Conheça como a solução funciona na prática e veja como ela pode ajudar a aumentar o controle e a qualidade das concretagens na sua obra.

Perguntas frequentes sobre Rastreabilidade do concreto

O que é rastreabilidade do concreto?

A rastreabilidade do concreto é o processo de acompanhar todas as etapas do material, desde sua produção na usina até a aplicação em obra, incluindo ensaios como o corpo de prova para verificar a resistência (FCK). Esse controle garante que o concreto utilizado atenda ao desempenho e à qualidade exigidos em projeto, reduzindo riscos de falhas estruturais.

Qual a diferença do concreto FCK 20 e FCK 25?

O FCK 20 e o FCK 25 representam classes de resistência característica à compressão do concreto, medidas em MPa. O FCK 20 (≈20 MPa) costuma ser usado em aplicações simples ou ambientes urbanos menos agressivos, enquanto o FCK 25 (≈25 MPa) é mais comum em edificações residenciais e comerciais médias. Além disso, o FCK 25 possui custo cerca de 15% a 20% maior que o FCK 20 devido ao maior uso de cimento ou aditivos.

Como é feita a rastreabilidade do concreto?

A rastreabilidade começa no planejamento: definição do traço e responsáveis. O concreto é preparado (na usina ou obra), etiquetado com código único que acompanha o caminhão, submetido ao slump test, aplicado ou rejeitado, e corpos de prova são moldados, codificados e enviados ao laboratório. Os resultados (como FCK, flexão e elasticidade) são registrados com dados de lote, nota fiscal, volume aplicado, fotos e localização na planta, tudo registrado em relatórios ou sistemas digitais para análise e auditagem futura.

O que é FCK do concreto?

O FCK (resistência característica à compressão do concreto) é a resistência mínima que o concreto deve atingir, geralmente medida aos 28 dias de cura, e expressa em MPa. É um parâmetro essencial definido em projeto (conforme NBR 6118 e NBR 12655) e é verificado através de corpos de prova no controle tecnológico para assegurar segurança estrutural e durabilidade.

O que é slump do concreto?

O slump, ou ensaio de abatimento do tronco de cone, mede a trabalhabilidade do concreto fresco: o quanto a mistura se deforma verticalmente ao remover o cone. Um slump muito baixo indica mistura seca e difícil de adensar; um slump muito alto indica fluidez excessiva, podendo causar segregação e perda de resistência. Esse teste é um controle inicial na obra e garante que o concreto esteja dentro da consistência especificada para aplicação segura.

Andre Campos do Sienge Construpoint
Andre Campos do Sienge Construpoint

Engenheiro Civil com sólida trajetória na transformação comercial de empresas por meio de tecnologia, dados e processos. Atua há 10 anos com desenvolvimento de negócios, estratégia comercial e digitalização na construção civil, com forte experiência se relacionando com grandes construtoras como MRV, Direcional, Tecnisa, MPD, entre outras.